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Expoagas 2019

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 20/08/2019. Alterada em 20/08 às 03h00min

Supermercado do Interior é visto como segundo lar

Shirley é a fiscal de caixa mais antiga do estabelecimento, com 27 anos de casa

Shirley é a fiscal de caixa mais antiga do estabelecimento, com 27 anos de casa


/EDUARDA ENDLER/DIVULGAÇÃO/JC
Eduarda Endler
Para muitos dos funcionários do Supermercado Lenz, localizado na cidade de Venâncio Aires, o estabelecimento é visto como uma segunda casa. Localizada a 120 quilômetros de Porto Alegre, a empresa é familiar, mas cresceu e expandiu os laços de suas relações até seus colaboradores.
Sócio-gerente do supermercado, Daniel Lenz conta que a empresa surgiu em 1957, como uma indústria. O mercado em si data de 1988, quando seu pai conciliou o negócio com a fábrica. O comércio, então, começou a crescer e a indústria mudou de local.
Hoje, o supermercado tem duas lojas na cidade e está construindo a terceira. Na matriz são 105 funcionários e cerca de 60 na filial. A nova loja já conta com uma projeção de cerca de 80 trabalhadores. Segundo Lenz, a empresa começou pequena e tinha vínculo familiar. Conforme foi crescendo, tentou manter essa característica e seguiu tratando os colaboradores como se fossem da família. "Procuramos ajudar, porque hoje o funcionário é tão importante quanto o cliente. Se tu tem um funcionário satisfeito, ele vai passar isso para os clientes", explica.
Entre os mais antigos da empresa está Benildo Lenz, 64 anos, primo do sócio-gerente. Ele conta que se criou dentro do supermercado e não faz ideia do tempo de trabalho no local, já que o pai foi sócio do fundador. "Nascemos aqui dentro e estamos aqui até hoje", afirma.
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Lenz conta que se criou dentro do supermercado e não lembra há quanto temo está no local

Antes de ser açougueiro do Lenz, ele trabalhou em todas as áreas da fábrica, como na produção de balas, de café e de sabão. Questionado sobre o motivo de estar na empresa há tantos anos, destaca o fato de se sentir em família. Mesmo aposentado, não pensa em largar o serviço tão cedo. "Enquanto aguentar, eu fico. Depois, vou plantar em uma terrinha que a gente tem. Mas eu sentirei muita falta, por isso estou aqui até hoje. O freguês gosta da gente, procura a gente", relata.
Entre as tarefas do decano está o ensino do corte de carnes, do atendimento e demais funções do setor aos novos funcionários.
A segunda colaboradora mais antiga do Lenz é a fiscal de caixa Shirley Theisen, 64 anos, na empresa há 27 anos. Assim como o açougueiro, ela também considera o mercado uma segunda casa: "Me sinto ótima trabalhando aqui, isso aqui é uma família. Toda a equipe é especial, desde os fundadores, seu Guido e dona Eunice (já falecidos), até o Daniel, filho deles. Eles são maravilhosos e acho que é isso que torna a gente feliz em um lugar. Sempre digo que se eu precisar parar de trabalhar vou sentir muito. Está quase na hora, pela minha idade, mas continuo aqui, feliz", declara.
Conhecido como "o supermercado do colono", o Lenz tem entre seus principais clientes os agricultores e produtores rurais da cidade, que gostam de conversar com os colaboradores na língua alemã, tradicional da cidade. 

Trabalhadores mais antigos consideram a empresa uma verdadeira extensão de suas famílias

Kipper está há 26 anos no supermercado e não pensa em se aposentar tão cedo
Kipper está há 26 anos no supermercado e não pensa em se aposentar tão cedo
/EDUARDA ENDLER/DIVULGAÇÃO/JC
Recepcionista no supermercado Lenz há 21 anos, Neusa Maria Arenhardt Lenz, 59 anos, não tem parentesco com a família fundadora do estabelecimento. Apesar disso, considera o local de trabalho uma extensão familiar. Emocionada, ela conta que cativa o cliente por falar em alemão. "Eu faço parte desse lar, considero aqui a minha segunda casa", explica.
Quando questionada sobre a aposentadoria, conta que o trabalho a mantém viva e que não pensa em deixar o emprego: "Eu amo isso aqui, amo estar no meio do povo todos os dias. Eu acho que não sou ninguém fora daqui. Nos domingos, quando não trabalho, sinto falta", comenta.
Na entrada do supermercado, os clientes chegam e sorriem para ela, cumprimentando e perguntando sobre a família. Esse momento de troca é a grande alegria da funcionária. "Assim como sinto amor e felicidade em casa, com a minha família, sinto isso por esse local", relata, brincando que os três netos acreditam que o supermercado é dela.
Colega de Benildo Lenz no açougue, Paulo Roberto Kipper, 56 anos, trabalha há 26 anos no supermercado. "Aqui temos uma amizade boa, uma família. Me sinto bem. Estamos sempre brincando, gosto do que faço e quero ver se fico muitos e muitos anos ainda", enfatiza.
Entre suas funções também está o treinamento dos novos açougueiros: "É difícil hoje, o cliente está cada vez mais exigente, então, a gente tem que apontar para os mais jovens como tem de fazer. Sempre foi assim, temos que seguir nesse trilho, que está dando certo".
Segundo conta, os clientes são conquistados ao longo do tempo. "Busco atender bem, como se fosse a minha empresa. Eu preciso oferecer a carne que o cliente adora, lembrar os gostos, fazer bem feito, que ele vai me procurar de novo", explica.
Com os olhos marejados, conta que se sente muito bem no local, porque conhece muitas pessoas que o tratam com carinho, o que considera gratificante. No Ranking Agas, o Supermercado Lenz está na 52ª posição, com o faturamento de R$ 57.727.316,00 em 2018. As lojas do Lenz somam 2.800m² e mantêm 169 funcionários. 
 
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