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Siderurgia

24/05/2019 - 04h15min. Alterada em 24/05 às 12h12min

Resultados da Gerdau geram novos investimentos

Receita líquida da companhia registrou incremento de 25% em 2018

Receita líquida da companhia registrou incremento de 25% em 2018


/INSTITUTO AÇO BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
Cândida Hansen
Presente em 10 países, com 31 unidades produtoras de aço, além de unidades comerciais, de transformação e centros de coleta de sucata, a Gerdau teve um balanço bastante positivo em 2018. A companhia concluiu o exercício do ano com R$ 46,2 bilhões de receita líquida, 25% a mais do que em 2017. O resultado foi impulsionado pelo maior volume de vendas no mercado interno brasileiro, melhora da rentabilidade das exportações e pelo efeito positivo do câmbio na conversão das receitas geradas no exterior. A empresa também alcançou o melhor Ebitda
Presente em 10 países, com 31 unidades produtoras de aço, além de unidades comerciais, de transformação e centros de coleta de sucata, a Gerdau teve um balanço bastante positivo em 2018. A companhia concluiu o exercício do ano com R$ 46,2 bilhões de receita líquida, 25% a mais do que em 2017. O resultado foi impulsionado pelo maior volume de vendas no mercado interno brasileiro, melhora da rentabilidade das exportações e pelo efeito positivo do câmbio na conversão das receitas geradas no exterior. A empresa também alcançou o melhor Ebitda
(R$ 6,7 bilhões) e lucro líquido ajustado (R$ 2,5 bilhões) dos últimos 10 anos e gerou fluxo de caixa livre de R$ 2,6 bilhões, o maior dos últimos anos. Além disso, atingiu um dos menores níveis históricos de despesas com vendas, gerais e administrativas, equivalente a 3,6% da receita líquida.
Com aproximadamente 30 mil colaboradores ao redor do mundo, a Gerdau é uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro. Além disso, é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço. As ações das empresas Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri.
Em 2019, os focos prioritários de atuação da Gerdau são a criação de valor para os clientes, excelência operacional, geração de fluxo de caixa livre e transformação digital. A empresa passa a divulgar seu programa de investimentos para o período de três anos (de 2019 a 2021), como evolução do processo de governança. O foco será a expansão e atualização tecnológica da infraestrutura produtiva. Os investimentos totalizam
R$ 7,1 bilhões e passam a ser classificados em três categorias: manutenção geral, manutenção na usina de Ouro Branco (MG) - maior usina da companhia -, e expansão e atualização tecnológica.
Os principais destaques da empresa em investimentos de expansão são o aumento da capacidade instalada de laminados de 530 mil toneladas em diversas usinas na América do Norte (R$ 456 milhões), a ampliação da capacidade de produção de aços especiais em Pindamonhangaba (SP) e Monroe (EUA) no total de R$ 798 milhões e o incremento da produção de bobinas a quente em Ouro Branco (MG) em 230 mil toneladas (R$ 380 milhões). Também serão realizados investimentos na área de mineração.
No primeiro trimestre deste ano, a empresa segue alcançando resultados positivos."Fechamos o primeiro trimestre com uma expressiva evolução nos resultados da América do Norte, um de nossos principais mercados de atuação, com a margem Ebitda atingindo 13,2% contra margem de 5,6% no exercício anterior. No Brasil, apesar da lenta reação dos mercados de construção civil e indústria, além de uma forte pressão dos custos com matérias-primas, especialmente minério de ferro e carvão, tivemos um desempenho nas vendas de acabados acima da média do mercado, influenciado pelo varejo. Revisamos nossa projeção de recuperação da economia do País, acreditando que deva ocorrer a partir do segundo semestre, após a aprovação da necessária reforma da Previdência. Em razão desse cenário, continuaremos a ser seletivos com as aprovações dos nossos investimentos", afirma o diretor-presidente da Gerdau, Gustavo Werneck.
Apesar dos bons resultados, a empresa entende que o setor do aço apresenta desafios estruturais e conjunturais complexos. O cenário atual é marcado pelo excesso de capacidade instalada mundial, pela crescente proteção dos mercados e pela forte concorrência. Além disso, há desafios como novas alternativas ao aço, o futuro da mobilidade urbana e das cidades. A Gerdau ainda destaca o alto custo "fora das nossas fábricas", o que inclui falta de infraestrutura, alta carga tributária, burocracia e outros entraves que afetam a competitividade a nível global.
A companhia tem como objetivo ser a líder em rentabilidade entre as empresas do setor. Para alcançar isso, além de diversas outras estratégias, aposta na inovação digital. Nos últimos anos, por exemplo, a Gerdau implementou iniciativas de inteligência, contribuindo para o crescimento dos seus negócios, inclusive antecipando tendências de mercado. Essa transformação permitiu que as atividades industriais das fábricas se tornassem mais competitivas ganhando mais eficiência e aumento de rentabilidade das operações.

Setor espera obter crescimento ao longo de 2019

Projeção é aumentar em 4,1% as vendas internas e em 4,6% o consumo
Projeção é aumentar em 4,1% as vendas internas e em 4,6% o consumo
/INSTITUTO AÇO BRASIL/DIVULGAÇÃO/JC
Cândida Hansen
Embora tenha vivido um primeiro trimestre difícil neste ano, a indústria siderúrgica brasileira acredita no bom desempenho do setor em 2019. A percepção é de que os efeitos das dificuldades que persistem na economia brasileira ainda são bastante sentidos em função do atraso na aprovação da reforma da Previdência.
De acordo com o balanço apresentado pelo Instituto Aço Brasil no final de abril, a produção brasileira de aço bruto nos primeiros três meses do ano foi de 8,4 milhões de toneladas, 2,8% menor do que no mesmo período de 2018. As vendas internas foram de 4,4 Mt (queda de -0,1%), enquanto o consumo aparente no 1º trimestre de 2019 foi de 4,9 milhões de toneladas (redução de -1,4%).
Ainda que os resultados parciais sejam desfavoráveis, o setor espera uma trajetória de recuperação para o restante do ano, com crescimento nas vendas internas de 4,1% em relação a 2018, somando 19,5 Mt, e de 4,6% no consumo aparente, que deve atingir 22 milhões de toneladas. A estimativo do Instituto Aço Brasil é de uma produção de aço bruto de 36 milhões de toneladas em 2019, o que representaria uma alta de 2,2%. Ainda de acordo com o Instituto, as importações devem aumentar 8,7% em relação a 2018, totalizando 2,6 Mt e as exportações devem cair 6,1%, devendo atingir 13,1 milhões de toneladas.
"A confirmação das previsões e até sua eventual melhora depende essencialmente da retomada do crescimento econômico do país de forma sustentada, prioridade esta não só da siderurgia, mas de toda a indústria brasileira. Como parte da Coalizão Indústria, o Instituto Aço Brasil entende, no entanto, que isso só ocorrerá com o ajuste fiscal, que tem como foco a reforma da previdência e a reforma tributária", afirma a entidade, em nota.
 
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