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SAÚDE

- Publicada em 10/03/2022 às 18h25min.

Debate sobre liberação de máscaras ao ar livre em Porto Alegre prossegue nesta sexta

Possibilidade de desobrigar o uso de máscaras ao ar livre  ganhou força nesta semana

Possibilidade de desobrigar o uso de máscaras ao ar livre ganhou força nesta semana


ANDRESSA PUFAL/JC
Após ouvir as considerações de especialistas em saúde e representantes de universidades e da Região Metropolitana de Porto Alegre, na tarde desta quinta-feira (10), a prefeitura da Capital estenderá o debate sobre a possibilidade de flexibilização do uso de máscaras ao ar livre à sua equipe técnica. Nesta sexta (11), a partir das 10h, o prefeito Sebastião Melo reúne secretários e assessorias para avaliar a viabilidade da medida.
Após ouvir as considerações de especialistas em saúde e representantes de universidades e da Região Metropolitana de Porto Alegre, na tarde desta quinta-feira (10), a prefeitura da Capital estenderá o debate sobre a possibilidade de flexibilização do uso de máscaras ao ar livre à sua equipe técnica. Nesta sexta (11), a partir das 10h, o prefeito Sebastião Melo reúne secretários e assessorias para avaliar a viabilidade da medida.
O debate inicial, realizado de forma virtual na quinta, foi aberto pelo prefeito, diretamente de Brasília, e contou com a participação do prefeito em exercício Ricardo Gomes e dos secretários extraordinário para Enfrentamento da Covid-19, Cesar Sulzbach, e da Saúde, Mauro Sparta, que ouviram especialistas convidados e técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Melo destacou que a gestão enfrenta a pandemia com responsabilidade, com foco no equilíbrio entre saúde e atividade econômica. “Em momentos cruciais, a Capital atuou de forma prudente e cancelou eventos de grandes aglomerações, como o Réveillon, o que não se viu no Litoral ou em outras regiões. Agora, felizmente, diante de um cenário de retração da pandemia e com ampla cobertura vacinal, chegou o momento de avançar na reflexão sobre as máscaras sem demagogia e ideologia, mas com base nos dados da saúde e na ciência”, disse o prefeito.
A reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lucia Pellanda, afirmou que a queda nos indicadores é uma boa notícia e que permite a possibilidade de flexibilizar o uso de máscaras em locais abertos. No entanto, reforça que pessoas não vacinadas e imunossuprimidas devem manter a proteção. Já em locais fechados, ela defende que o uso seja seguido. “Nos locais de trabalho as máscaras são muito importantes para evitar os surtos”, comentou.
Para o infectologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Alexandre Zavascki, a retirada da obrigatoriedade da máscara em locais ao ar livre deve ser avaliada e, só depois, avançar em outras flexibilizações, como ambientes fechados.
Segundo o professor Fernando Rosado Spilki, da Feevale, o atual momento da pandemia se deve à vacinação. Em Porto Alegre, por exemplo, 95,4% da população acima de cinco anos recebeu pelo menos a primeira dose contra a Covid-19. “Ambientes em espaços abertos e sem aglomeração serão um alento. Por outro lado, é preciso educar as pessoas sobre a necessidade de uso (das máscaras) para a parcela que necessita de mais cuidados. A liberação em ambientes fechados deve ser olhado com muita cautela”, disse.
O debate sobre a liberação das máscaras também avança em âmbito estadual. Nesta semana, o governador Eduardo Leite solicitou ao Comitê Científico a elaboração de um estudo sobre o tema. O assunto já vem sendo tratado internamente por técnicos do governo, mas será intensificado nos próximos dias, quando o grupo científico se reúne para deliberar a respeito.
Cenário atual
O coordenador da Vigilância em Saúde da Capital, Fernando Ritter, apresentou os dados epidemiológicos da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), houve redução de casos confirmados pela sexta semana epidemiológica consecutiva, com níveis equivalentes a abril de 2021 e setembro de 2020. A Região 10, composta por Porto Alegre, Cachoeirinha, Alvorada, Gravataí, Viamão e Glorinha, apresenta a menor taxa de contaminação acumulada em sete dias, com 160 casos para cada 100 mil pessoas. A média do Estado é de 300.
Os pronto-atendimentos registraram ainda queda de procura por quadros gripais, assim como os leitos de enfermaria e internações em UTI. “Os surtos em escolas também reduziram significativamente. Nesta última semana, foi registrado apenas um, menor número desde o início do ano passado”, completou Ritter.
O prefeito em exercício Ricardo Gomes destacou que a troca de informações é fundamental para a prefeitura ter um cenário completo e bem desenhado para a tomada de decisão. “Passamos por momentos muito distintos desde o início da pandemia e entendemos que esta é a oportunidade ideal para discussão. Nosso desejo é retornarmos a vida cotidiana mais perto da normalidade”, ressaltou.
Também participaram o médico do Hospital São Lucas da PUC, Fabiano Ramos, o médico e pró-reitor de Inovação da UFRGS, Geraldo Jotz, a secretária adjunta da Saúde de Viamão, Michele Galvão, entre outros.
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