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SAÚDE

- Publicada em 30/11/2021 às 16h49min.

RS reforça vigilância genômica para identificação de casos da variante Ômicron

Trabalho, desenvolvido desde o início da pandemia, é intensificado quando surgem novas cepas

Trabalho, desenvolvido desde o início da pandemia, é intensificado quando surgem novas cepas


LOIC VENANCE/AFP/JC
Fernanda Crancio
Com a confirmação da disseminação da variante Ômicron do coronavírus em diversos países, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) do Rio Grande do Sul reforçou o trabalho de vigilância genômica, que permite identificar as cepas do coronavírus em circulação no Estado.
Com a confirmação da disseminação da variante Ômicron do coronavírus em diversos países, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) do Rio Grande do Sul reforçou o trabalho de vigilância genômica, que permite identificar as cepas do coronavírus em circulação no Estado.
O acompanhamento das linhagens do vírus já vem sendo desenvolvido desde o início da pandemia, mas é intensificado quando surgem novas variantes de preocupação no mundo, como é o caso da Ômicron, relatada pela primeira vez em 9 de novembro, na África do Sul, e desde o dia 26 considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variante de preocupação - identificada pela sigla VOC, do inglês "variants of concern" -, por apresentar mutações genéticas capazes de gerarem alterações no comportamento do vírus.
"O Cevs intensificou a vigilância das variantes do coronavírus circulando no Estado, para identificação de possíveis casos da variante Ômicron", relatou no início da noite de segunda-feira (29), por meio de postagem nas redes sociais, o especialista em saúde do Cevs, Richard Steiner Salvato, um dos coordenadores da vigilância genômica.
Com isso, as atenções do setor de vigilância passam a estar voltadas também para o monitoramento da iminente entrada da nova variante no Estado. Nesse sentido, o acompanhamento das mudanças no sequenciamento genético do coronavírus é fundamental para rastrear mutações, entender a evolução da pandemia e discutir as possibilidades de contenção da infecção.
Segundo Salvato, todas as amostras analisadas nos laboratórios do Cevs que resultarem positivas e que possuam carga viral suficiente passarão por um teste de RT-PCR específico para a identificação de casos da variante Ômicron. Caso seja apontada a chegada da nova cepa ao Estado, as amostras passarão por um trabalho de análise de sequenciamento genético completo para confirmação, o que poderá ser feito tanto no Cevs quanto na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Por ora, esse trabalho tem sido fundamental para apontar as linhagens em circulação no Rio Grande do Sul, até então com predomínio da Delta e da Gamma (P1).
O especialista em saúde explica que a Ômicron apresenta um grande número de mutações na proteína Spike do vírus, que é a parte responsável por se ligar à célula humana, e também região em que parte das vacinas agem. Exatamente por conta disso, as mutações nessa proteína fazem com que o vírus se torne ainda mais transmissível.
Até o momento, estudos mostram que a cepa identificada na África do Sul revelou mais que o dobro de mutações do que a Delta, dominante no Estado. “A preocupação se dá pela rápida disseminação em países da África, mas ainda não é possível afirmar que, de fato, há alterações significativas no comportamento do vírus com essa variante”, destacou Salvato.
Ainda não há dados suficientes para comprovar o real impacto da variante sobre o atual momento da pandemia. Por ora, os casos registrados têm desencadeado sintomas leves nos infectados, na maioria jovens, mas ainda é preciso apontar o efeito que a doença terá em grupos mais vulneráveis, como idosos. No entanto, a OMS emitiu, nesta segunda-feira (29), alerta para risco global "muito alto" com a identificação da nova cepa, dadas as possibilidades de escape à proteção das vacinas disponíveis e o seu grande potencial de transmissibilidade.
Especialistas têm enfatizado que a imunização segue sendo a melhor estratégia para minimizar os efeitos de novas variantes, aliada a medidas de rastreamento e monitoramento de casos, intensificação de testagem e controle das flexibilizações de protocolos sanitários.
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