Porto Alegre, quinta-feira, 29 de abril de 2021.
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- Publicada em 16h43min, 29/04/2021. Atualizada em 17h38min, 29/04/2021.

Epicovid: Rio Grande do Sul ainda está longe da imunidade de rebanho

Décima etapa da Epicovid aponta que 18,1% dos gaúchos têm anticorpos contra Covid-19

Décima etapa da Epicovid aponta que 18,1% dos gaúchos têm anticorpos contra Covid-19


REPRODUÇÃO/JC
Yasmim Girardi
Mais de 18% da população gaúcha têm anticorpos contra a Covid-19, segundo dados da décima etapa da pesquisa epidemiológica do Rio Grande do Sul, a Epicovid. Os resultados, apresentados nesta quarta-feira (29) em reunião virtual, estimam que o Estado tenha, a cada 5,5 habitantes, uma pessoa com anticorpos, seja por infecção ou por vacinação.
Mais de 18% da população gaúcha têm anticorpos contra a Covid-19, segundo dados da décima etapa da pesquisa epidemiológica do Rio Grande do Sul, a Epicovid. Os resultados, apresentados nesta quarta-feira (29) em reunião virtual, estimam que o Estado tenha, a cada 5,5 habitantes, uma pessoa com anticorpos, seja por infecção ou por vacinação.
A pesquisa, liderada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e pelo Governo do Rio Grande do Sul, com apoio de doze universidades públicas e privadas, coleta amostra de 4,5 mil moradores de Porto Alegre, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Passo Fundo, Ijuí e Uruguaiana. Nessa etapa, 4.446 testes tiveram resultados conclusivos e puderam ser analisados, gerando um resultado de 807 testes positivos de anticorpos contra a Covid-19.
“Na primeira fase da pesquisa, em abril de 2020, era o mesmo número de testes e tivemos dois resultados positivos”, relembrou o coordenador da pesquisa, Pedro Hallal.
A partir dos dados coletados, a pesquisa indicou que 18,1% da população gaúcha têm anticorpos contra Covid-19. Hallal ressaltou a consistência dos números entre as cidades. “Nenhum lugar tem muito mais ou muito menos. O que menos tem anticorpos é Pelotas, com 16%, e o que mais tem é Uruguaiana, com 20%. Não tem um lugar com 30% ou com menos que 10%.” O estudo também indicou que o distanciamento social aumentou entre a nona etapa da pesquisa, em fevereiro, e agora.
Pela primeira vez, o estudo da UFPel pôde analisar as taxas de vacinação nessas cidades. Ao total, 26,1% dos entrevistados já receberam ao menos uma dose da vacina e 13,2% receberam as duas. Na faixa-etária dos 80 anos ou mais, o estudo apontou 94,3% de vacinados. Dos 60 aos 79 anos, 66,5%; dos 40 aos 59, 5,9%; e, dos 20 aos 39, 11%. O coordenador defendeu que os resultados são promissores.
“Ainda estamos longe da imunidade coletiva. Somando vacinados e infectados, 18% têm anticorpos. Para chegar naquela imunidade de rebanho, precisamos de 70%. Estamos longe”, apontou Hallal. Por conta disso, ele sugeriu que as medidas para evitar a contaminação continuem sendo respeitadas.
Na reunião também estavam presentes o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luis Lamb e representantes do Centro Estadual de Vigilância em Saúde. O pesquisador disse que quer fazer outras etapas da pesquisa futuramente, mas que, como depende de financiamento, não pode anunciar se haverá novas fases. Hallal também afirmou que divulgará mais dados a respeito do perfil de vacinados nessas cidades e sobre a diferenciação de pessoas com anticorpos por infecção ou por vacinação.
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