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SAÚDE

- Publicada em 18h28min, 26/04/2021. Atualizada em 19h44min, 26/04/2021.

Falta de insumos prejudica calendário da segunda dose no RS

Atraso na chegada de matéria prima para vacinas pode prejudicar imunização dos gaúchos

Atraso na chegada de matéria prima para vacinas pode prejudicar imunização dos gaúchos


CRISTINE ROCHOL/DIVULGAÇÃO/CIDADES
Fernanda Crancio
O atraso na entrega de matéria prima para a produção de novas doses da vacina Coronavac ao Instituto Butantan, em São Paulo, está prejudicando o esquema vacinal da segunda dose no País e no Rio Grande do Sul. Nesta segunda-feira (26), a prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado confirmaram que os estoques atuais tendem a esgotar nos próximos dias e a atrasar o calendário gaúcho de imunização.
O atraso na entrega de matéria prima para a produção de novas doses da vacina Coronavac ao Instituto Butantan, em São Paulo, está prejudicando o esquema vacinal da segunda dose no País e no Rio Grande do Sul. Nesta segunda-feira (26), a prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado confirmaram que os estoques atuais tendem a esgotar nos próximos dias e a atrasar o calendário gaúcho de imunização.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), faltam no Estado 40.470 doses para concluir a vacinação de idosos que receberam a primeira aplicação da remessa distribuída no dia 20 de março, e outras 223,4 mil doses para o grupo que foi vacinado na primeira etapa com remessa de 26 de março. O intervalo necessário entre a primeira e segunda doses da Coronavac é em torno de 28 dias, e deve ser contabilizado a partir da data de aplicação da vacina, que ocorre de acordo com o calendário estabelecido por cada município.
Segundo a SES, desde a segunda remessa de vacinas houve decisão de focar na imunização do maior número possível de gaúchos, priorizando as primeiras doses e planejando as segundas após um intervalo de 28 dias. "O Ministério da Saúde recomendou a aplicação das vacinas integralmente para primeira dose somente a partir da 9ª remessa. O resultado dessa estratégia da SES foi uma maior agilidade na aplicação da vacina na população gaúcha, o que mantém o RS no topo do ranking dos Estados que mais vacinam, proporcionalmente, no País", destacou a assessoria da pasta, por meio de nota.
A SES ressalta ainda que, em função da demora da chegada de insumos da China ao Butantan, o Ministério não está mais recebendo os quantitativos esperados de vacinas, e que ainda não há previsão de data para nova remessa ao Estado.
O lote mais recente chegou ao RS na sexta-feira (23), quando desembarcaram 192.750 mil doses de imunizantes da AstraZeneca e 50,2 mil da Coronavac, permitindo a reposição de vacinas nas cidades que já registravam falta e ampliação das faixas etárias a serem imunizadas.
Na Capital, segundo informações da Diretoria de Vigilância em Saúde, o estoque para aplicação da segunda dose tende a se esgotar até esta quarta-feira (28), pois os últimos lotes recebidos vieram com quantitativo menor do que o esperado. Por enquanto, o processo vacinal segue em curso normal, com imunização de idosos de 60 anos ou mais nesta terça(27).
A expectativa é de que as próximas remessas a chegarem no Estado corrijam esta distorção. "Parte da redução no quantitativo pode ser atribuída ao atraso, há algumas semanas, no recebimento de matéria prima para produção de vacinas no Instituto Butantan, que reduziu muito o ritmo na linha de produção por um certo período, afetando a capacidade de entrega do Ministério para os municípios. Também pesa nesta diminuição da oferta a orientação do próprio Ministério da Saúde aos municípios para que usassem para primeira dose os estoques reservados para a segunda", aponta a SMS.
A orientação do Programa Nacional de Imunizações, caso ocorram atrasos na chegada das vacinas, é  para que seja completado o esquema vacinal com a segunda dose o mais rápido possível.
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