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SAÚDE

- Publicada em 18h01min, 18/03/2021. Atualizada em 18h40min, 18/03/2021.

Variante P1 do coronavírus já é predominante no Rio Grande do Sul

Boletim Genômico compilou informações sobre as linhagens da Covid-19 circulantes no RS

Boletim Genômico compilou informações sobre as linhagens da Covid-19 circulantes no RS


SES/DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Crancio
A linhagem P1 do coronavírus, popularmente conhecida como a "variante de Manaus", com maior poder de transmissibilidade e capacidade de contaminação, já predomina no Rio Grande do Sul. A confirmação é destaque do quarto Boletim Genômico da vigilância do SARS-COV 2 no Estado. O estudo também revelou que, até o momento, 13 cidades gaúchas já tiveram incidência de pacientes contaminados com essa cepa, que começou a circular ainda em janeiro.
A linhagem P1 do coronavírus, popularmente conhecida como a "variante de Manaus", com maior poder de transmissibilidade e capacidade de contaminação, já predomina no Rio Grande do Sul. A confirmação é destaque do quarto Boletim Genômico da vigilância do SARS-COV 2 no Estado. O estudo também revelou que, até o momento, 13 cidades gaúchas já tiveram incidência de pacientes contaminados com essa cepa, que começou a circular ainda em janeiro.
No Boletim anterior, que confirmou  a transmissão local da P1 no RS em fevereiro - na cidade de Gramado- como primeiro caso identificado, já se observava a introdução da linhagem em solo gaúcho. No entanto, não se imaginava que a variante já havia chegado por aqui no primeiro mês de 2021, nem que teria sua presença ampliada, como percebido agora.
"Temos uma maior quantidade de P1 já identificada no Estado. Com isso, além de Porto Alegre e Gramado já há casos positivos em outros municípios. Ou seja, a P1, dentre as amostras analisadas e sequenciadas, já é predominante sobre as outras linhagens que vinham circulando por aqui", destaca a bióloga Tatiana Gregianini, responsável pelo diagnóstico de vírus respiratórios do Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS).
 Segundo a pesquisa, em ferevereiro já foram registrados casos de contaminação pela P1 em Porto Alegre, Alvorada, Viamão, Gravataí, Triunfo, Gramado, Canela, Parobé, Nonoai, Caseiros, Lagoa Vermelha, Imbé e Torres.
De acordo com a Rede Genômica da Fiocruz, as linhagens P1 e P2, uma das mais comuns em território brasilero, surgiram no País entre o terceiro e quarto trimestre de 2020. O aumento expressivo da linhagem P.2 foi registrado a partir do mês de novembro, se mantendo nos meses seguintes e acompanhado da diminuição de outras linhagens. 
No RS, atualmente, já há confirmação de um total de 20 linhagens do coronavírus em circulação, uma a mais do que o registrado na edição anterior. do estudo. Dessas, três são consideradas preocupantes em relação a alterações no comportamento do vírus: além da P1, a B.1.1.7 e a B.1.351, ainda não identificadas no Estado.
Com exceção de Gramado e de municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, onde já foi estabelecida a circulação comunitária da linhagem P1, nas demais localidades os registros obtidos foram os primeiros da linhagem, porém, com a origem da transmissão ainda em investigação.
Nesse sentido, segundo os pesquisadores, a avaliação em conjunto do número de pacientes hospitalizados é essencial para a compreensão da pandemia, bem como para guiar as próximas medidas de controle da doença a serem adotadas.

 

 Principais variantes do novo coronavírus

 Apesar do elevado número de linhagens circulantes, três delas preocupam quanto a alterações no comportamento do vírus:
P.1 - Popularmente conhecida como "variante de Manaus”
Inicialmente detectada em novembro de 2020, em Manaus (AM). Estudo recente indica que essa linhagem provavelmente possua maior transmissibilidade e capacidade de infecção. Atualmente há registro dessa variante em pelo menos 13 cidades gaúchas, com o primeiro caso detectado em Gramado.
B.1.1.7 – Popularmente conhecida como "variante do Reino Unido”
Detectada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido, tem uma maior transmissibilidade, uma possível maior severidade da doença e pode escapar dos anticorpos produzidos por algumas vacinas. No Brasil, há registro dessa variante apenas no Distrito Federl, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro.
B.1.351 – Popularmente conhecida "variante da África do Sul”
Detectada pela primeira vez em outubro de 2020 na África do Sul, tem uma maior transmissibilidade, e alguns estudos já demonstraram uma possível diminuição da eficácia de diferentes vacinas contra essa variante. Não há registro de identificação no Brasil.
 
Fonte: Boletim Genômico da vigilância do SARS-COV 2 no Estado
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