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Saúde

- Publicada em 12h44min, 02/03/2021. Atualizada em 16h30min, 02/03/2021.

Com menos de 50 leitos livres, RS já tem 7 regiões com UTIs esgotadas

Em Porto Alegre, o Clínicas tem UTI lotada e fila de doentes na emergência (foto) para uma vaga

Em Porto Alegre, o Clínicas tem UTI lotada e fila de doentes na emergência (foto) para uma vaga


CLÓVIS PRATES/HCPA/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
O quadro da pandemia dentro dos hospitais gaúchos muda a cada minuto. E o painel que mostra a situação no fim da manhã desta terça-feira (2) acende dois alertas: existem menos de 50 leitos de UTI livres, mais exatamente 46 vagas no começo da tarde, e sete regiões Covid já estão com vagas nas unidades intensivas lotadas, com nível acima de 100%.
O quadro da pandemia dentro dos hospitais gaúchos muda a cada minuto. E o painel que mostra a situação no fim da manhã desta terça-feira (2) acende dois alertas: existem menos de 50 leitos de UTI livres, mais exatamente 46 vagas no começo da tarde, e sete regiões Covid já estão com vagas nas unidades intensivas lotadas, com nível acima de 100%.
No Brasil, a situação também evolui para maior nível de uso da capacidade.
A região Covid de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos e que compõe a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), apresenta a situação mais caótica. No mapa, as três bolinhas estão em azul, que indica nível acima de 100% de uso da capacidade, a condição mais grave da estrutura, que aponta colapso. São 10 hospitais na região.
A região tem os três indicadores monitorados com a cor azul: UTIs, leitos clínicos Covid fora de UTI e respiradores em UTIs. Novo Hamburgo, que é o maior centro, tem as UTis com mais de 100% de lotação.  
Outras duas regiões mostram dois indicadores em azul: Lajeado (117% de uso de UTIs e 109% de leitos clínicos) e Capão da Canoa (103% de uso de UTIs e 131% de leitos clínicos). Outras quatro regiões Covid tem superlotação em leitos intensivos: Santa Cruz do Sul (11%), Taquara (102%), Caxias do Sul (105%) e Guaíba (109%). 
Da oferta total de 2.808 leitos de UTI, 2.762 estão ocupados, uma taxa de 98,4%, a maior até agora na pandemia, como tem sido todas as novas marcas recordes desde a semana passada, quando a pressão por internações em diversos níveis disparou. Com isso, o Estado passou a ter todas as regiões com bandeira preta, que fecha setores econômicos e restringe permanência em parques, praças e praias.
Os infectados por coronavírus somam 1.733 em UTIs, o maior contingente, seguido de 828 de outras enfermidades e 201 de suspeitos de Covid-19.
Nos leitos clínicos, o crescimento de casos é outro flanco de preocupação. São quase 3,5 mil de Covid e 828 suspeitos. A oferta total é de 6,6 mil vagas, com ocupação nesta terça-feira de 65%. 
A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, chegou a falar, em entrevista em janeiro, que considerava que a oferta de vagas fora de UTIs, de mais de 6 mil, daria conta da demanda, mas, no mês passado, a pandemia não apresentava a deterioração que é verificada desde o fim de fevereiro.
Diante do esgotamento próximo, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) acionou o último nível de emergência do plano de combate à crise. Com isso, podem ser requisitadas estruturas hospitalares, incluindo privados.    
Em Porto Alegre, as UTIs apresentam 101% de ocupação, patamar que não é mais novidade e vem sendo alcançado desde o fim de semana. São 544 casos com o novo coronavírus e 67 suspeitos. Do total de 912 leitos, 905 estão ocupados. A cada dia, novas vagas são acrescidas. 
Dos 17 hospitais com dados no painel de monitoramento, 10 estão cm unidades de tratamento intensivo superlotadas. O Hospital de Clínicas (HCPA) tem 110% de lotação. Tem estabelecimento com situação pior: o Moinhos de Vento tem 120% de lotação. O Independência tem 105% de utilização.
Outros hospitais com uso total da capacidade são o São Lucas, Mãe de Deus, Ernesto Dornelles, Porto Alegre, Vila Nova, Restinga e Santa Ana. O Hospital Beneficência Portuguesa, que começou a receber pacientes no fim de semana em leitos clínicos e UTIs, terá os dados também no painel.
Além das UTIs em boa parte esgotadas, a fila de espera de doentes em emergências que precisam de UTI soma 221, que engloba casos Covid, com outras complicações e usando ventilação mecânica precisando de cuidados em leitos intensivos.   
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