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saúde

- Publicada em 18h23min, 24/02/2021. Atualizada em 19h26min, 24/02/2021.

Porto Alegre tem 400 pacientes com Covid-19 internados em UTIs

Em 14 dias, o número de internados com coronavírus em UTIs aumentou 41,1% na Capital

Em 14 dias, o número de internados com coronavírus em UTIs aumentou 41,1% na Capital


Silvio Avila/AFP/JC
Bruna Oliveira
Atualizado às 19h25min
Atualizado às 19h25min
Beirando o colapso diante de uma demanda por internações que não para de crescer, Porto Alegre chegou nesta quarta-feira (24) a 400 doentes com Covid-19 internados nas UTIs da Capital. É o recorde de ocupação desde que o vírus chegou ao Estado. Somando internados com suspeita da doença e os pacientes que ainda aguardam leito, o número chega a 516. 
São 400 pacientes confirmados de Covid nas unidades intensivas, 12 a mais do que nas últimas 24 horas. Outros 49 pacientes ainda aguardam resultado de teste para a doença, totalizando 449 internados, ou 56,9% do total de pacientes nos centros de terapia intensiva. Além disso, mais 67 doentes diagnosticados com coronavírus aguardam na fila por um leito, junto com outros 43 acometidos por outras doenças.
Em 14 dias, o número de internados com Covid em UTIs aumentou 41,1% na Capital.
O total do sistema monitorado pela Secretaria Municipal da Saúde é de 789 pacientes para 815 vagas - há, no momento, 28 leitos bloqueados na cidade. A ocupação era de 96,8% no fim da tarde desta quarta.
A rede hospitalar vem aumentando a oferta de leitos para tentar corresponder à demanda. No Hospital Moinhos de Vento, que apresenta a situação mais crítica, com lotação de 104,5%, foram abertos mais 10 leitos de terapia intensiva em unidade de retaguarda. E a prefeitura já começa a requisitar a rede privada para suprir a falta de leitos, como fez com o Hospital Beneficência Portuguesa, que vai disponibilizar vagas ao SUS.
Além do Moinhos de Vento, outros três hospitais da Capital estão com mais de 100% de ocupação dos leitos de terapia intensiva.
Com 11 regiões em bandeira preta no distanciamento controlado, o Estado lida com o pior quadro da pandemia desde que foi registrado o primeiro caso da doença, há quase um ano. Nessa terça (23), as UTIs atingiram a maior ocupação na pandemia, de 87%. A taxa subiu ainda mais nesta quarta, e agora está em 89,4%.
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