Porto Alegre, sábado, 20 de fevereiro de 2021.

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saúde

- Publicada em 19h11min, 19/02/2021. Atualizada em 13h10min, 20/02/2021.

RS restringe atividades das 22h às 5h em todo o Estado após 11 bandeiras pretas no mapa prévio

Configuração preliminar aparece com 11 regiões em bandeira preta e 10 em bandeira vermelha

Configuração preliminar aparece com 11 regiões em bandeira preta e 10 em bandeira vermelha


REPRODUÇÃO/JC
Bruna Oliveira
"Sem dúvida, é o pior momento que já enfrentamos", alarmou o governador Eduardo Leite ao abrir live na noite desta sexta-feira (19), em que anunciou medidas mais severas para conter o avanço da pandemia do coronavírus no Rio Grande do Sul. A partir deste sábado (20), as atividades estão restritas das 22h às 5h em todo o território gaúcho. As suspensões ficam em vigor, pelo menos, até 1º de março, e não atingem as atividades industriais noturnas.
"Sem dúvida, é o pior momento que já enfrentamos", alarmou o governador Eduardo Leite ao abrir live na noite desta sexta-feira (19), em que anunciou medidas mais severas para conter o avanço da pandemia do coronavírus no Rio Grande do Sul. A partir deste sábado (20), as atividades estão restritas das 22h às 5h em todo o território gaúcho. As suspensões ficam em vigor, pelo menos, até 1º de março, e não atingem as atividades industriais noturnas.
A restrição ocorre após divulgação do mapa prévio do distanciamento controlado, que nesta rodada aparece com 11 regiões em bandeira preta e 10 em bandeira vermelha. Caxias, Capão da Canoa, Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Palmeira das Missões, Erechim, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul e Lajeado são as regiões classificadas com risco altíssimo (veja abaixo as regras). O governador lembrou que a bandeira preta, porém, não significa lockdown, ou fechamento total das atividades. 
"É uma situação bastante grave, que demonstra estágio de evolução e do comprometimento do sistema hospitalar no avanço do coronavírus", afirmou Leite. Até agora, o Estado só havia tido duas rodadas com bandeira preta: na 32ª semana (de 15 a 21 de dezembro), com duas regiões, e a última, na 35ª rodada (de 5 a 11 de janeiro), com uma bandeira preta.
A classificação em bandeira preta inclui Porto Alegre, onde as UTI registraram nesta sexta-feira o segundo maior número de casos de Covid na pandemia. Pelo menos quatro hospitais da Capital já tiveram de restringir atendimentos devido à alta demanda. Em entrevista ao Jornal do Comércio, médico epidemiologista alertou que a perspectiva é sombria, diante do atual quadro da crise sanitária.
O mapa definitivo do distanciamento controlado será publicado na próxima segunda-feira, para entrar em vigor na terça, mas, desde já, o governador pede que os prefeitos das regiões em bandeira preta não autorizem a retomada das aulas presenciais, marcada para ocorrer no Estado já na segunda (22).
As regiões em bandeira preta podem aderir ao sistema de cogestão regional, no qual as associações regionais podem adotar protocolos próprios, desde que não menos rígidos do que os da cor precedente. Nesse caso, as regiões classificadas em bandeira preta podem adotar regras até as de nível de vermelha.
Leite fez um apelo para que os gaúchos mantenham os cuidados de distanciamento social e de proteção, como o uso de máscaras e álcool em gel. "Não é tarde demais. Estamos anunciando restrições antes que essa curva piore ainda mais. Precisamos de cada um nos ajudando", pediu o governador. 

O QUE MUDA NA BANDEIRA PRETA

Serviço público - apenas áreas da saúde, segurança, ordem pública e atividades de fiscalização atuam com 100% das equipes; demais serviços atuam com no máximo 25% dos trabalhadores presencialmente.
Serviços essenciais à manutenção da vida (assistência à saúde e social) - seguem operando com 100% dos trabalhadores e atendimento presencial.
Serviços em geral, restaurantes (à la carte ou com prato feito), lanchonetes, lancherias e bares - podem funcionar apenas com telentrega e pague e leve, e 25% da equipe de trabalhadores.
Salões de cabeleireiro e barbeiro - permanecem fechados, assim como serviços domésticos.
Comércio atacadista e varejista de itens essenciais - seja na rua ou em centros comerciais e shoppings, podem funcionar de forma presencial, mas com restrições; equipes de no máximo 25% dos trabalhadores são permitidas.
Comércio de veículos, comércio atacadista e varejista não essenciais - tanto de rua como em centros comerciais e shoppings, ficam fechados.
Educação Infantil em creches e pré-escolas, Ensino Fundamental, de anos iniciais e finais, o Ensino Médio e Técnico e o Ensino Superior (incluindo graduação e pós-graduação) - só podem ocorrer de forma remota.
Ensino presencial - aulas suspensas tanto na rede pública quanto na rede privada. É permitido, com restrições, atendimento individualizado e sob agendamento, apenas para atividades práticas essenciais para conclusão de curso de Ensino Médio Técnico, Ensino Superior e pós-graduação da área da saúde, com 50% alunos e 50% dos professores.
Atividades de laboratório, necessárias à manutenção de seres vivos - podem ser realizadas presencialmente, com no máximo 25% da equipe ao mesmo tempo.
Cursos de dança, música, idiomas e esportes - não têm permissão para funcionar presencialmente.
Parques temáticos, zoológicos, teatros, auditórios, casas de espetáculos e shows, circos, cinemas e bibliotecas - proibidos de funcionar.
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