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Saúde

- Publicada em 22h41min, 18/01/2021. Atualizada em 12h12min, 20/01/2021.

Cinco pessoas recebem simultaneamente primeiras doses da vacina no RS

Cinco pessoas, entre elas uma idosa de 99 anos, receberam ao mesmo tempo a  vacina

Cinco pessoas, entre elas uma idosa de 99 anos, receberam ao mesmo tempo a vacina


GUSTAVO MANSUR/PALÁCIO PIRATINI/DIVULGAÇÃO/JC
A primeira carga de vacinas da Coronavac já está no Rio Grande do Sul. O avião da Azul com a remessa chegou um pouco antes das 22h ao Aeroporto Internacional Salgado Filho (Aeroporto de Porto Alegre).
A primeira carga de vacinas da Coronavac já está no Rio Grande do Sul. O avião da Azul com a remessa chegou um pouco antes das 22h ao Aeroporto Internacional Salgado Filho (Aeroporto de Porto Alegre).
No fim da noite desta segunda-feira (18), quase terça-feira (19), cinco profissionais receberam simultaneamente as primeiras doses da vacina no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). 

VÍDEO: Chegada da vacina no RS

Uma segunda aeronave aterrissa ainda nesta noite com mais imunizantes. O Rio Grande do Sul terá 341 mil doses na primeira remessa do Ministério da Saúde. As 143 caixas que já estão em solo serão levadas para área de estoque da Secretaria Estadual da Saúde. Para o HCPA, serão separadas unidades para a imunização. Houve atraso na chegada, que chegou a ser prevista para o fim da tarde. 
O governador Eduardo Leite chegou a transmitir pelo seu perfil do Instagram o momento da chegada. "Esta é a redenção do coronavírus", disse Leite. "Com a vacina, vai se poder retomar a economia e os abraços", declarou o governador, 
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Carga chegou em aeronave da Azul e depois foi transferida para caminhão na pista do aeroporto
Cinco gaúchos do grupo de risco, entre eles um indígena, uma idosa, um profissional de higienização e dois profissionais da área médica foram os primeiros a receber as doses nesta noite. 
Antes de começar a aplicar as doses, um rápido eventos marcou a largada da imunização na área do hospital.  
A diretora-presidente do HCPA, Nadine Clausel, disse, antes da aplicação da vacina, que é uma nova etapa do combate da pandemia e que a vacina é "uma injeção de esperança".
"Este momento é uma luz no fim do túnel e vamos continuar nos cuidando", reforçou Nadine.
A secretária da Saúde do RS, Arita Bergmann, citou que "há dez meses esperava pelo dia da chegada da vacina". Arita também lembrou que as pessoas não podem se descuidar.
"É um momento de muita esperança. Não pensei que fosse viver este dia", desabafou a secretária, desabando em choro de emoção. 
O presidente da Famurs, Maneco Hassen, definiu que a ansiedade é grande entre os prefeitos para começar a fazer a vacinação.
O prefeito da Capital, Sebastião Melo, criticou disputas políticas em torno da vacina, disse que o momento reflete a vitória da ciência e que os cuidados não podem ser relaxados. "Porto Alegre está pronta para começar a vacinar", avisou Melo.
Leite disse que, até chegar ao dia D da vacina, houve um trabalho duro e destacou que a parceria com os municípios e hospitais foi fundamental nas medidas. O governador fez apelo para que as pessoas ajudem usando máscara, não aglomerando e cumprindo protocolos. 
"Nunca talvez na nossa existência uma noite foi tão clara e iluminada pela ciência, que rompe com a escuridão daqueles que negam a importância da pesquisa em nosso País", exaltou Leite.
O relógio marcava 23h48min quando os primeiros cinco residentes no Rio Grande do Sul receberam as doses. 

Veja quem são os cinco primeiros vacinados no Estado

Pertencentes aos grupos de risco prioritários do Plano Nacional de Imunizações, cinco gaúchos tomaram ontem a primeira dose e celebraram o fato. No final da noite de ontem eles se tornaram símbolos do início da imunização no Rio Grande do Sul.
Eloina Gonçalves Born, de 99 anos, moradora do Residencial Geriátrico Donna Care, fez questão de tomar a primeira dose e estava ansiosa pelo momento. Também receberam a dose Jorge Amilton Hoher, de 68 anos, médico-chefe do serviço de Medicina Intensiva da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre; Carla Ribeiro, de 32 anos, da etnia kaingang e residente da Aldeia Fag Nhin, na Lomba do Pinheiro; Joelma Kazimirski, de 48 anos, auxiliar de higienização do Grupo Hospitalar Conceição; e Aline Marques da Silva, de 40 anos, técnica de Enfermagem CTI Covid do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Eloina, logo após a primeira dose, comemorou a vacina e estimulou que todos o faça, assim que possível. “Estou me sentindo muito bem. Parece que nem tomei vacina. Depois volto para tomar a segunda dose. Estou muito feliz. Recomendo que tomem a vacina, vale a pena”, destacou a idosa.
Joelma relatou as dificuldades de ver tantas pessoas doentes e o sofrimento dos familiares. “Estou muito emocionada e agradecida. Esperamos com tanta ansiedade. É cansativo e triste ver os familiares chegando lá (no hospital)... Não tem como explicar. Espero que agora, com a vacina, tudo comece a se normalizar. Mas ainda (precisamos) continuar com os cuidados que viemos tendo”, ressaltou a profissional.
Carla reforçou a necessidade de todos os indígenas tomarem a vacina. “Quero pedir a todas as etnias que até quarta-feira, quando vão estar disponibilizando a vacina em todas as aldeais, que se conscientizem de que isso é importante. Já perdemos muitos conhecidos e parentes, e me emociono com isso, porque minha filha também pegou (a Covid-19), e foi muito difícil. Ela tem sete anos e ficou separada de mim todos os 14 dias”, recordou Carla.
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