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Saúde

- Publicada em 19h12min, 10/12/2020. Atualizada em 19h13min, 10/12/2020.

Porto Alegre abrirá quase 30 novos leitos de UTI para Covid-19

O HCPA abrirá mais oito leitos nesta sexta-feira; Conceição e Santa casa também ampliam vagas

O HCPA abrirá mais oito leitos nesta sexta-feira; Conceição e Santa casa também ampliam vagas


HCPA/DIVULGAÇÃO/JC
Com a lotação de leitos e os casos de infectados pelo novo coronavírus subindo, a prefeitura de Porto Alegre vai reforçar a estrutura de UTIs para a demanda de Covid-19. Quase 30 novas vagas serão ativadas até a semana que vem, segundo o secretário da Saúde, Pablo Stürmer.
Com a lotação de leitos e os casos de infectados pelo novo coronavírus subindo, a prefeitura de Porto Alegre vai reforçar a estrutura de UTIs para a demanda de Covid-19. Quase 30 novas vagas serão ativadas até a semana que vem, segundo o secretário da Saúde, Pablo Stürmer.
As UTIs de hospitais privados e públicos alcançaram, no fim da tarde desta quinta-feira (10), 296 internações pelo novo coronavírus. Também são 26 suspeitos de estarem com o vírus nas unidades de cuidados intensivos. 
Serão 27 vagas. Nesta sexta-feira (11), o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) abrirá mais oito leitos. Na segunda-feira (14), o Hospital Conceição ofertará mais 10. Outros nove leitos serão ampliados pelo complexo Santa Casa na semana que vem. Todos são nas áreas exclusivas de Covid-19.
Porto Alegre chegou a ter cinco UTIs com 100% de ocupação nesta quinta, segundo painel da Secretaria da Saúde que é atualizado diariamente. A mais recente unidade a atingir ocupação total é a do Instituto de Cardiologia. As outras instituições com UTIs no limite são os hospitais Moinhos de Vento e Porto Alegre.
O Ernesto Dornelles e o Independência estavam com 100% da capacidade ocupada, mas tiveram liberação de vagas no fim da tarde. Mesmo assim continuam a manter nível acima de 90%.
Na Capital, também estão com restrição de atendimentos o Moinhos de Vento, Mãe de Deus, Ernesto Dornelles e Divina Providência, o último a seguir a medida esta semana. Estas instituições pararam de receber casos de síndromes gripais que podem ser confirmadas para o novo coronavírus. 
O Hospital Moinhos de Vento foi o primeiro a fechar emergência e não receber mais casos da pandemia. Depois, foi a vez do Mãe de Deus. Também passaram a ter restrições o Hospital Conceição e Hospital de Clínicas. Os dois maiores hospitais do SUS reduzem o volume de cirurgias.   
As UTIs estaduais também enfrentam a maior ocupação da pandemia, com mais de 900 casos da doença.

Cenário de setembro se repete em dezembro nas UTIs

São 722 pacientes nas unidades, que somam 805 leitos. Com isso, a ocupação é de quase 92%, nível considerado crítico e semelhante ao do auge da pandemia.
Houve recuo da oferta total de vagas. No auge da demanda por leitos na crise sanitária, a rede chegou a ter um total de 849 vagas. Com o recuo de casos graves de Covid-19, as instituições voltaram a receber doentes de outras especialidades nas unidades.
Segundo o secretário, as limitações enfrentadas pelas UTIs e no fluxo de pacientes nos grandes hospitais privados, que atendem convênios e particulares, não estão gerando dificuldades para acolher a demanda de pacientes nas diversas áreas. "Por enquanto, o sistema privado está dando conta", garante.
Stürmer previne que a ampliação de leitos não significa que fica afastada a adoção de mais restrições.
"Ampliar leitos e restringir atividades não são opostos. Pelo contrário, costumam andar juntos e serem respostas à aceleração da pandemia", explica o secretário.
Sobre mais medidas que possam mexer com horários e operação de segmentos, Stürmer adianta que o comitê do novo coronavírus avalia periodicamente "a necessidade de restrições".
Os 296 casos nas UTIs repetem o que se verificou durante a semana, na retomada do nível mais alto de internações, e retoma o padrão de setembro, um pouco antes de reduzir a velocidade de transmissão. O número recorde de doentes com Covid-19 em UTIs na Capital foi de 347, em 4 de setembro.
Em 22 de setembro, havia 296 casos, depois disso começou a ocorrer a redução de internações em leitos de cuidados intensivos. Há duas semanas, o alerta voltou, com a reativação de restrições desde a semana passada.
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