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Saúde

- Publicada em 16h33min, 10/12/2020. Atualizada em 19h14min, 10/12/2020.

Porto Alegre tem 5 UTIs com 100% de ocupação; hospitais vão abrir mais leitos

Cardiologia tem demanda de pacientes da especialidade e enfrenta ocupação em várias áreas

Cardiologia tem demanda de pacientes da especialidade e enfrenta ocupação em várias áreas


FUNDAÇÃO CARDIOLOGIA/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
Porto Alegre chegou a ter nesta quinta-feira (10) cinco UTIs com 100% de ocupação, segundo painel da Secretaria da Saúde que é atualizado diariamente. A mais recente unidade a atingir ocupação total é a do Instituto de Cardiologia. As outras instituições que estavam com UTIs no limite eram os hospitais Moinhos de Vento, Ernesto Dornelles, Porto Alegre e Independência. 
Porto Alegre chegou a ter nesta quinta-feira (10) cinco UTIs com 100% de ocupação, segundo painel da Secretaria da Saúde que é atualizado diariamente. A mais recente unidade a atingir ocupação total é a do Instituto de Cardiologia. As outras instituições que estavam com UTIs no limite eram os hospitais Moinhos de Vento, Ernesto Dornelles, Porto Alegre e Independência. 
No fim da tarde, o número recuou a três com 100%de ocupação. Ernesto e Independência, administrado pela rede do Divina Providência, tiveram pequeno alívio, recuando à lotação de cerca de 95%, ainda bem elevada.
Devido à superlotação que atinge diversas áreas, incluindo emergência, o Cardiologia, que é especializado em pacientes com doenças de coração, está com restrição nos atendimentos. Segundo a instituição, são atendidos apenas casos de risco de morte. Em relação á demanda ligada à Covid-19, apenas cardiopatas com suspeita ou confirmação da infecção são assistidos no estabelecimento. 
Segundo o painel municipal acessado pela internet, são cinco casos ligados à pandemia na UTI do Cardiologia, sendo dois confirmados e três suspeitos. Das 49 vagas totais da unidade, 43 estão com pacientes. Seis leitos são bloqueados para receber doentes que passam por cirurgias, por exemplo, explica a instituição. Esta "reserva" de vagas é normal nas unidades nos hospitais, devido às diversas demandas na operação hospitalar. 
Na Capital, também estão com restrição de atendimentos o Moinhos de Vento, Mãe de Deus, Ernesto Dornelles e Divina Providência, o último a seguir a medida esta semana. Estas instituições pararam de receber casos de síndromes gripais que podem ser confirmadas para o novo coronavírus. 
O Hospital Moinhos de Vento foi o primeiro a fechar emergência e não receber mais casos da pandemia. Depois, foi a vez do Mãe de Deus. Também passaram a ter restrições o Hospital Conceição e Hospital de Clínicas. Os dois maiores hospitais do SUS reduzem o volume de cirurgias.   
As UTIs somam 296 pacientes com Covid-19 nesta quinta-feira (10), entre 722 pacientes que estão nas unidades, que somam 805 leitos. Com isso, a ocupação é de quase 92%, nível considerado crítico e semelhante ao do auge da pandemia. Houve recuo da oferta total de vagas. No auge da demanda por leitos na crise sanitária, a rede chegou a ter um total de 849 vagas. Com o recuo de casos graves de Covid-19, as instituições voltaram a receber doentes de outras especialidades nas unidades.
Os 296 casos repetem o que se verificou durante a semana, na retomada do nível mais alto de internações, e retoma o padrão de setembro, um pouco antes de reduzir a velocidade de transmissão. O número recorde de doentes com Covid-19 em UTIs na Capital foi de 347, em 4 de setembro.
Em 22 de setembro, havia 296 casos, depois disso começou a ocorrer a redução de internações em leitos de cuidados intensivos. Há duas semanas, o alerta voltou, com a reativação de restrições desde a semana passada. 
O secretário municipal da Saúde, Pablo Stürmer, informa que, para reforçar a estrutura ligada à pandemia, mais leitos de UTIs serão ofertados para casos da doença.
Nesta sexta-feira (11), o HCPA abrirá oito leitos. Na segunda-feira (14), o Hospital Conceição ofertará mais 10. Outros nove leitos serão abertos pelo complexo Santa Casa na semana que vem. 
Segundo o secretário, as limitações enfrentadas pelas UTIs e no fluxo de pacientes nos grandes hospitais privados, que atendem convênios e particulares, não estão gerando dificuldades para acolher a demanda de pacientes nas diversas áreas. "Por enquanto, o sistema privado está dando conta", garante.  
Stürmer previne que a ampliação de leitos não significa que fica afastada a adoção de mais restrições. "Ampliar leitos e restringir atividades não são opostos. Pelo contrário, costumam andar juntos e serem respostas à aceleração da pandemia", explica o secretário.
Sobre mais medidas que possam mexer com horários e operação de segmentos, Stürmer adianta que o comitê do novo coronavírus avalia periodicamente "a necessidade de restrições". 
A Capital chegou a 65.409 casos de Covid-19 até essa quarta-feira (9), quando 1.649 óbitos já haviam sido registrados. 
As UTIs estaduais também enfrentam a maior ocupação da pandemia, com mais de 900 casos da doença.
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