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Saúde

- Publicada em 12h06min, 07/12/2020. Atualizada em 12h08min, 07/12/2020.

Ocupação de UTIs por Covid-19 cresce 31,2% em três semanas no RS

Em 21 dias, número de pessoas com o novo coronavírus em leitos intensivos passou de 656 para 861

Em 21 dias, número de pessoas com o novo coronavírus em leitos intensivos passou de 656 para 861


Allison Dinner/AFP/JC
Juliano Tatsch
O Rio Grande do Sul vive o seu momento mais crítico da pandemia do novo coronavírus. Os números não deixam dúvidas a respeito da gravidade da atual situação. O Estado tem, nesta segunda-feira (7), 861 pessoas internadas em leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) em razão da Covid-19. O número é o maior desde o início da pandemia e muito superior ao recorde do pico anterior ao que o RS está vivendo, que foi de 742 internados em leitos intensivos em 19 de agosto. Nas últimas três semanas, o crescimento de hospitalizações em UTI em território gaúcho foi de 31,2% - de 656 para 861.
O Rio Grande do Sul vive o seu momento mais crítico da pandemia do novo coronavírus. Os números não deixam dúvidas a respeito da gravidade da atual situação. O Estado tem, nesta segunda-feira (7), 861 pessoas internadas em leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) em razão da Covid-19. O número é o maior desde o início da pandemia e muito superior ao recorde do pico anterior ao que o RS está vivendo, que foi de 742 internados em leitos intensivos em 19 de agosto. Nas últimas três semanas, o crescimento de hospitalizações em UTI em território gaúcho foi de 31,2% - de 656 para 861.
O cenário de recrudescimento da Covid-19 no Rio Grande do Sul é gravidade comprovada pelo mapa preliminar do Distanciamento Controlado, apresentado na sexta-feira, que mostra 20 das 21 regiões em bandeira vermelha. O quadro fez o governador Eduardo Leite suspender a cogestão com as prefeituras,
Um dos alertas do governo diz respeito à contínua redução de leitos livres de UTI para atender a Covid-19 no Estado – passou de 626 para 496 em duas semanas. Além do aumento de pacientes com diagnóstico confirmado em UTIs, o RS também vê um crescimento de pessoas com suspeita de contaminação internadas em leitos intensivos. No dia 17 de novembro, eram 153, nesta segunda-feira está em 194 – um acréscimo de 26,7%.
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A pressão no sistema de saúde se dá como um todo – redes pública e privada – e em todo o Rio Grande do Sul. No entanto, algumas regiões sofrem com mais intensidade. Na Região Metropolitana, por exemplo, o aumento de hospitalizações em UTI nos últimos 21 dias foi de 24,8% - de 383 para 478. Na região Sul gaúcha, o número passou de 22 no dia 17 de novembro para 42 nesta segunda-feira – aumento de 90,9% em três semanas.
Conforme atualização do governo do Estado na manhã desta segunda-feira, 2.056 pessoas estão em UTI no RS. Ou seja, quatro em cada dez pessoas internadas em estado grave no Rio Grande do Sul estão com a Covid-19. Há três semanas, eram 1.888 pacientes em leitos intensivos e 656 deles pelo novo coronavírus – 34,7% do total.
O quadro na Região Metropolitana de Porto Alegre é de extrema gravidade. Em São Leopoldo, por exemplo, a UTI do único hospital da cidade tem 19 pacientes em 16 leitos (ou seja, foram necessárias adaptações e improvisações para dar conta da demanda). Destes, nove estão internados em razão da pandemia. Ou seja, quase metade do total de hospitalizados em UTI na cidade estão com a doença. Conforme análise do curso de mestrado em Virologia da Universidade Feevale, os casos de Covid-19 na região do Vale do Sinos estão em crescimento exponencial, com o maior número de mortes pela doença registrado desde o início da pandemia.
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Em Viamão, todos os 25 leitos estão sendo usados. O mesmo cenário se observa em Gravataí, ondem os 19 leitos estão com pacientes, sendo 10 deles, por pessoas com o novo coronavírus. Em Esteio, 13 dos 16 leitos estão ocupados e, em Sapucaia do Sul, a ocupação é de 100% - 19 pacientes em 19 leitos. Em Sapiranga, a ocupação é de 116,7%, com 14 pacientes em 12 leitos. O mesmo cenário de superlotação se vê em Novo Hamburgo, onde 67 pacientes (34 por Covid-19) ocupam 62 leitos. Já em Canoas, são 92 pacientes para 112 vagas em UTI.
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