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Pesquisa

- Publicada em 19h08min, 10/09/2020. Atualizada em 19h24min, 10/09/2020.

Estudo sobre prevalência da Covid-19 mostra desaceleração da doença no RS

Governo estadual tem intenção de dar continuidade à pesquisa

Governo estadual tem intenção de dar continuidade à pesquisa


Daniela Xu/Ufpel/Divulgação/JC
Gabriela Porto Alegre
O governo do Estado apresentou, nesta quinta-feira (10), os resultados da oitava etapa da pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) com outras 12 universidades gaúchas sobre a prevalência da Covid-19 no Rio Grande do Sul. Segundo os dados, estima-se que 156.753 pessoas tenham anticorpos para a doença no Rio Grande do Sul, o que corresponde a um caso de infecção para o novo coronavírus para cada 72 habitantes – na sétima etapa, era um para cada 82 habitantes.
O governo do Estado apresentou, nesta quinta-feira (10), os resultados da oitava etapa da pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) com outras 12 universidades gaúchas sobre a prevalência da Covid-19 no Rio Grande do Sul. Segundo os dados, estima-se que 156.753 pessoas tenham anticorpos para a doença no Rio Grande do Sul, o que corresponde a um caso de infecção para o novo coronavírus para cada 72 habitantes – na sétima etapa, era um para cada 82 habitantes.
Apesar do número de pessoas com anticorpos para a Covid-19 no Estado, o coordenador da pesquisa e reitor da Ufpel, Pedro Hallal, afirmou que o dado equivale ao número total de pessoas que tiveram exposição recente ao vírus ou mais antiga, mas grave o suficiente para manter os anticorpos até hoje. “Os anticorpos para a Covid-19 não duram tanto tempo numa intensidade capaz de ser identificada pelo teste. Uma pessoa que teve quadro leve da doença em março ou abril, pode não ser detectada pelo nosso teste”, explicou.
Nesta fase, foram realizados 4,5 mil testes rápidos entre os dias 4 e 6 de setembro, em nove cidades gaúchas: Canoas, Caxias do Sul, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Cruz do Sul e Uruguaiana. Destes, 62 deram positivos, sendo que a maioria arrebatadora foi em Canoas, com 19, Passo Fundo, com 10 e Porto Alegre, com 9. Santa Cruz do Sul teve 6 resultados positivos, seguido por Caxias do Sul e Pelotas, com 5, respectivamente, Uruguaiana e Santa Maria, com 3 cada e Ijuí, com 2.
Ao longo das 8 etapas da pesquisa, 348 familiares de pessoas com resultado positivo para a Covid-19 também foram testadas. Destas, 116 também tiveram diagnóstico positivo, enquanto 232 negativos.
Durante a apresentação dos resultados, Hallal reforçou a importância do estudo e das 12 universidades envolvidas em cada uma das etapas da pesquisa. “Esse é um momento histórico. Podemos dizer com tranquilidade que o Rio Grande do Sul é o lugar com o maior acompanhamento epidemiológico da pandemia no mundo”, disse o reitor, com satisfação pelo detalhamento da pandemia realizado até o momento. “Não foi pequeno o esforço que foi realizado por esse conjunto de 12 universidades e da Ufpel. É importante que se reconheça todo o trabalho conjunto dessas universidades”.
Quanto ao distanciamento social, o estudo mostrou que do quantitativo de pessoas entrevistadas nessa fase, 33,2% saem de casa diariamente, 54,1% saem somente para atividades essenciais, e 12,7% se mantém sempre em casa.
Mais uma vez, o coordenador da pesquisa reforçou a necessidade de ampliar a testagem RT-PCR e realizar a busca ativa de contatos das pessoas que tiveram resultado positivo para a doença, a fim de frear a disseminação do vírus.
A coordenadora do Comitê de Dados, Leany Lemos, elogiou o trabalho desenvolvido pela comunidade científica ao longo das oito fases do estudo. “É um trabalho excepcional da comunidade científica que nos dá segurança na tomada de decisões. Essa parceria nos ajuda a lidar com a pandemia”, disse. Ela também garantiu a intenção do governo estadual em dar continuidade à pesquisa. “Ainda está em negociação um acordo para que possamos ter novas etapas, mas a intenção é de ter pelo menos mais duas etapas”.
Para Hallal, ainda que o Rio Grande do Sul esteja em um processo de desaceleração da pandemia, o retorno atividades escolares ainda não é recomendado do seu ponto de vista. “O Estado está em processo de desaceleração. Mas não é hora de retomar as atividades escolares. É hora de retomar as atividades econômicas”, afirmou. “Eu não voltaria com atividades escolares nesse momento. Como reitor da Ufpel, decidimos que aulas presenciais só no ano que vem”.
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