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Saúde

- Publicada em 12h17min, 21/07/2020. Atualizada em 12h21min, 21/07/2020.

Ministério da Saúde não renova contrato com a UFPel e pesquisa sobre Covid-19 pode ser encerrada

A universidade gaúcha busca, agora, formas alternativas de bancar o estudo

A universidade gaúcha busca, agora, formas alternativas de bancar o estudo


IMPRENSA EPIDEMIOLOGIA UFPEL/DIVULGAÇÃO/JC
O Ministério da Saúde decidiu não renovar o contrato de financiamento com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) para a o prosseguimento da realização do Epicovid, o inquérito nacional que investiga a prevalência do vírus da Covid-19 entre os brasileiros.
O Ministério da Saúde decidiu não renovar o contrato de financiamento com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) para a o prosseguimento da realização do Epicovid, o inquérito nacional que investiga a prevalência do vírus da Covid-19 entre os brasileiros.
Com investimento de R$ 12 milhões, a pesquisa foi realizada em três etapas, já encerradas. Os pagamentos foram feitos em três parcelas, a última quitada nesta semana. Os trabalhos eram coordenados pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da UFPel e executados pelo Ibope.
Após a conclusão da terceira etapa do levantamento, realizada no início deste mês, o Ministério da Saúde não demonstrou interesse e renovar o financiamento da pesquisa junto à universidade gaúcha.
A UFPel busca, agora, formas alternativas de bancar o estudo. Segundo o reitor da universidade, Pedro Hallal, negociações com instituições de pesquisa e com a iniciativa privada já estão em andamento com vistas a evitar que o trabalho seja interrompido em um momento em que a pandemia segue em alta no País.
Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta segunda-feira (21), Hallal afirmou que a decisão do ministério é “totalmente política” e que o presidente da República, Jair Bolsonaro, “não sabe o que fazer” com os dados.
O trabalho da UFPel no Rio Grande do Sul prossegue. Os resultados da quinta etapa foram divulgados no começo deste mês. Conforme a pesquisa, para cada 1 milhão de gaúchos, estimava-se que existiam 4.667 infectados reais e apenas 2.219 casos notificados.
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