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- Publicada em 18h47min, 17/07/2020. Alterada em 10h50min, 19/07/2020.

Marchezan admite lockdown 'se isolamento não prosperar' em Porto Alegre

Em tom de desabafo, prefeito cobrou compromisso com o isolamento social, para evitar lockdown

Em tom de desabafo, prefeito cobrou compromisso com o isolamento social, para evitar lockdown


FACEBOOK/REPRODUÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Em uma manifestação em tom de desabafo, no final da tarde desta sexta-feira (17), o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, fez um apelo aos porto-alegrenses para que reforcem o isolamento social imediatamente, para evitar a possibilidade de um lockdown na cidade devido à lotação de UTIs. Segundo ele, se a próxima semana não for de redução de casos e internações na cidade, não haverá outra solução: “Se o isolamento não prosperar, semana que vem terá lockdown”, enfatizou.
Em uma manifestação em tom de desabafo, no final da tarde desta sexta-feira (17), o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, fez um apelo aos porto-alegrenses para que reforcem o isolamento social imediatamente, para evitar a possibilidade de um lockdown na cidade devido à lotação de UTIs. Segundo ele, se a próxima semana não for de redução de casos e internações na cidade, não haverá outra solução: “Se o isolamento não prosperar, semana que vem terá lockdown”, enfatizou.
Nesta sexta-feira, o novo mapa preliminar das bandeiras do distanciamento controlado indicou a permanência da Capital na vermelha e quase todo o Estado nesta condição. O número de casos avança e o de mortes no RS. Porto Alegre tem quase 200, segundo dados desta sexta. 
mais Durante a live, o prefeito desmistificou seis pautas que vêm sendo divulgadas e até cobradas como necessárias ao enfrentamento da pandemia na Capital e disse que é preciso buscar as evidências científicas e racionais, em detrimento de temas que não colaboram.
Entre eles, destacou o apontamento sobre falta de leitos, de que moradores de fora da Capital estariam superlotando o atendimento hospitalar, de que há remédio para controlar a pandemia, de que os protocolos de proteção e higiene, como uso de máscaras e álcool gel, não são eficazes, e de que não há testagem suficiente entre a população da cidade.
Marchezan também contou com o auxílio do secretário municipal da Saúde, Pablo Stürmer, para reforçar suas colocações e voltou a dizer que, apesar de duras, as medidas de restrição de circulação na cidade devem ser ainda mais intensificadas, para tentar evitar a circulação do coronavírus e reduzir a contaminação e ocupação da estrutura hospitalar. “Nossa última alternativa para buscar reduzir a circulação é o lockdown, chegamos ao nosso limite. Todas as medidas restritivas às atividades levam 15 dias para surtirem efeito. Falta muito pouco para o lockdown”, ressaltou.
Para sensibilizar ainda mais os porto-alegrenses da necessidade de reduzir a circulação e as atividades e, assim, melhorar a capacidade de atendimento hospitalar, o prefeito foi taxativo: “Nosso apelo é para que nos ajudem a avançar, ou diminuímos a circulação até o lockdown ou teremos de chegar a situação de escolher quem vai sobreviver ou falecer sem atendimento” , completou.
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