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saúde

Alterada em 12/06 às 09h05min

Proporção de pessoas com anticorpos para coronavírus subiu 53% no Brasil, diz UFPel

Resultado apareceu na segunda fase da pesquisa nacional sobre a doença

Resultado apareceu na segunda fase da pesquisa nacional sobre a doença


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
O número de pessoas com anticorpos para coronavírus, ou seja, que já tiveram ou têm a doença, cresceu 53% em duas semanas no Brasil. O resultado apareceu na segunda fase da pesquisa nacional realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) sobre a doença, a Epicovid-19. O estudo foi a campo entre os dias 4 e 7 de junho.
O número de pessoas com anticorpos para coronavírus, ou seja, que já tiveram ou têm a doença, cresceu 53% em duas semanas no Brasil. O resultado apareceu na segunda fase da pesquisa nacional realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) sobre a doença, a Epicovid-19. O estudo foi a campo entre os dias 4 e 7 de junho.
O dado indica a variação do número de pessoas que tinham anticorpos para a doença em 83 cidades do País para as quais é possível comparar os dados das duas etapas da pesquisa. Nesses municípios, a taxa de infecção passou de 1,7% da população para 2,6%. Foram testadas pelo menos 200 pessoas, todas selecionadas por sorteio.
Segundo a UFPel, o aumento de 53% foi "estatisticamente significativo e é inédito em estudos similares". Na Espanha, estudo semelhante indicou aumento de apenas 4% entre as duas etapas da pesquisa.
O número de casos tem crescido ao ritmo de cerca de 100% por quinzena. Nas 120 cidades em que os pesquisadores puderam fazer mais de 200 testes vivem cerca de 68,6 milhões de pessoas, das quais 2,8% tinham anticorpos, na estimativa da Epicovid-19. Logo, cerca de 1,9 milhão de pessoas tinham sido até então infectadas, tenham ou não apresentado sintomas da doença.
Pelos números oficiais, até 3 de junho esses municípios haviam contado 296.305 casos e 19.124 mortes. Em geral, são contados oficialmente apenas casos sintomáticos, dada a escassez de testes, entre outros problemas do sistema de saúde.
Assim, o número total de casos de infecção deve equivaler a seis vezes o total de casos oficiais, ao menos nessas 120 cidades (na primeira etapa da pesquisa, era de sete essa relação entre casos de infecção e casos oficiais). A estimativa da Epicovid-19 sugere uma taxa de letalidade alta, de 1% (isto é, a porcentagem do total de infectados que acaba por morrer).
"Os resultados dessas 120 cidades não devem ser extrapolados para todo o país, nem usados para estimar o número absoluto de casos no Brasil, pois são provenientes de cidades populosas, com circulação intensa de pessoas e que concentram serviços de saúde", dizem os autores do estudo.
A diferença de taxas de infecção pelas regiões brasileiras é grande. "As 15 cidades com maiores prevalências incluem 12 da região Norte e 3 do Nordeste (Imperatriz, Fortaleza e Maceió). Na região Sul, nenhuma cidade apresentou prevalência superior a 0,5%", diz o estudo.
Na pesquisa, a cidade de São Paulo continua com algo próximo de 3% de infectados. No Rio de Janeiro, de 7,5%. As capitais com maior prevalência na segunda etapa foram Boa Vista (RR), com 25,4%, Belém (PA), com 16,9% e Fortaleza (CE), 15,6%.
Os pesquisadores colheram exames gratuitos de 31.165 de 133 cidades de todos os estados do País. O trabalho é coordenado por Pedro Hallal, epidemiologista e reitor da UFPel, em colaboração com pesquisadores de Universidade de São Paulo, a Universidade Federal de São Paulo, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Com informações da Folhapress
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