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Saúde

- Publicada em 15h15min, 11/06/2020. Atualizada em 18h26min, 11/06/2020.

Com alta de casos de Covid-19 em UTIs, governo Leite eleva rigor nas bandeiras de risco

Leite anuncia mudanças no impacto dos indicadores que definem o risco em cada região

Leite anuncia mudanças no impacto dos indicadores que definem o risco em cada região


FACEBOOK/REPRODUÇÃO/JC
O rigor vai aumentar sobre a definição de bandeiras de risco da pandemia no Rio Grande do Sul. Este é o sentido geral do anúncio que o governador Eduardo Leite faz na tarde desta quinta-feira (11), em transmissão pleo Facebook. Taxas e velocidade de crescimento da ocupação de leitos em UTIs e novos casos de Covid-19 vão ser mais estreitas para mudar de um patamar de maior ou menor risco. O aumento de casos em UTIs acendeu a luz amarela no governo.  
O rigor vai aumentar sobre a definição de bandeiras de risco da pandemia no Rio Grande do Sul. Este é o sentido geral do anúncio que o governador Eduardo Leite faz na tarde desta quinta-feira (11), em transmissão pleo Facebook. Taxas e velocidade de crescimento da ocupação de leitos em UTIs e novos casos de Covid-19 vão ser mais estreitas para mudar de um patamar de maior ou menor risco. O aumento de casos em UTIs acendeu a luz amarela no governo.  
Leite justificou que as alterações nos padrões para definir as bandeiras no sistema do distanciamento controlado deixarão o "modelo mais sensível a mudanças para dar mais segurança ao atendimento hospitalar no Rio Grande do Sul". A preocupação é dar resposta mais rápida sobre necessidade de adotar restrições quando há principalmente piora das condições da pandemia. 
As mudanças devem ser rodadas já para a próxima semana. Leite descartou que possam ter mudanças antes do anúncio de sábado (13), quando é informado o novo panorama semanal do mapa do distanciamento. O que foi definido é que se a região entrar em bandeira vermelha, ficará duas semanas nesta condição devido à gravidade da situação.
A revisão do modelo de distanciamento controlado, em vigor há cinco semanas, altera basicamente os pesos e conceitos de alguns indicadores. Entre as mudanças anunciadas está a do chamado ponto de corte para a definição das bandeiras, com o intuito de dar mais segurança ainda aos protocolos implementados. Além disso, será considerada a projeção de óbitos com base nos últimos sete dias e na variação de pacientes com Covid-19 internados em UTIs, e não somente o número de óbitos dos últimos sete dias, como vinha ocorrendo.
Outro ponto fundamental da mudança será a utilização dos números de leitos livres de UTI em relação aos leitos ocupados por Covid-19 em UTIs, substituindo a referência utilizada até então, que avaliava apenas os leitos de UTI livres. Também será alterado o indicador que observa os casos ativos do dia e de recuperados nos últimos 50 dias, que agora avaliará os casos ativos na semana e os recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana. O Executivo terá ainda como "gatilho de segurança" para baixar os riscos das bandeiras as avaliações referentes a 3 hospitalizações nos últimos 14 dias, e não mais de 5 hospitalizações.
Além disso, os indicadores de bandeiras preta e vermelhas  precisarão de duas semanas de estabilização para os casos de mudanças mais brandas. De acordo com o governador, as alterações não comprometem a segurança do modelo implementado até aqui. "Mas nos dão um entendimento mai preciso para as mudanças de bandeiras", disse Leite.
Porto Alegre, que tem nesta quinta 70 pessoas com o novo coronavírus internadas em UTIs, e outras regiões têm maior demanda por leitos de UTIs. No Estado, a proporção geral de leitos ocupados por pacientes com Covid-19 e leitos livres em UTIs reduzir 35% e está em menos de três vagas.  
O governador fez novo apelo para que a população, setores econômicos e os municípios colaborem. "Precisamos contar com todos, porque não é uma volta à normalidade como alguns pensam, estamos distantes da volta ao normal. Precisamos seguir atendendo os protocolos, usando máscaras, respeitando teto de ocupação e as bandeiras. Porque se não houver respeito, aumentam os casos e as bandeiras mudam para mais restrições", ressaltou.
A coordenadora do Comitê de Dados, Leany Lemos, deu um recado claro sobre o objetivo das mudanças: "queremos evitar o colapso da estrutura de UTIs". Ao rodar os novos parâmetros, Leany mostra que não há mudanças maiores nas bandeiras atuais, mas que alguns impactos sinalizam para alteração em breve, influenciando a adoção da bandeira vermelha em algumas áreas devido à piora de indicadores. A vermelha é a a segunda de maior nível risco, e o nível mais elevado é a preta. Hoje só há bandeiras laranja e amarela no mapa do distanciamento.
"Tem quadro de vários indicadores mais críticos", disse Leany, ao explicar a razão da possibilidade de migração parta uma condição de maior restrição de atividades.  Ainda há possibilidade de o governo vir a  realizar alterações de bandeiras via decreto, se os números se agravarem.
Leite avisou ainda que não há perspectiva de volta do futebol gaúcho e criticou "qualquer tentativa de forçar o encerramento do campeonato com portões fechados". O governador reagiu a tentativa de "forçar a barra e fazer contas de chegada para atender a expectativa de encerramento do campeonato". "Mantemos nossa posição de defender a vida dentro do distanciamento controlado", encerrou sobre a área do futebol. E disse que trabalham para que o cronograma da Expointer, postergada para o mês de setembro, seja mantido.  
 
 
O que muda no distanciamento controlado
1. Ponto de corte de indicadores por tipo de medida: O objetivo é reforçar a antecipação dos efeitos da pandemia e a segurança da população. Os pontos de corte, que se tornam mais estreitos e refletem melhor a realidade, serão feitas em indicadores como velocidade do avanço da doença, incidências de novos casos e mudança da capacidade de atendimento.
2. Alteração nos indicadores de óbito por Covid-19, Ativos/Recuperados e número de leitos de UTI livres (Macrorregião e Estado)
Projeção de óbitos:
O indicador de óbitos por Covid-19 a cada 100 mil habitantes mostra a evolução da doença com defasagem, já que um óbito reflete o adoecimento de semanas atrás. Sendo assim, o cálculo deixa de utilizar o número de óbitos ocorridos na semana de referência e passa a utilizar projeções para os próximos 14 dias, com base na variação de pacientes confirmados para Covid-19 em leitos de UTI e no número de óbitos acumulados na semana de referência.
Indicador de Ativos/Recuperados:
O indicador de Estágio da Evolução passa a considerar todos os casos ativos na semana de referência em relação aos recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana. Ao considerar um período maior de tempo, amenizam-se os efeitos da defasagem entre a data do início dos sintomas e a inclusão dos casos confirmados.
• Razão de ocupação de leitos de UTI por Covid-19:
A capacidade de atendimento passa a ser avaliada com base na razão entre a quantidade de leitos de UTI livres e o número de leitos de UTI ocupados por pacientes confirmados para Covid-19. A proposta vale para os indicadores que avaliam a capacidade do Estado e das macrorregiões, que antes levava em consideração o número de leitos de UTI livres para Covid-19 para cada 100 mil idosos.
3. Gatilhos de segurança
•  Redução de cinco para três hospitalizações registradas nos últimos 14 dias na trava para deixar a bandeira da semana anterior. A mudança torna a redução de bandeira mais cautelosa.
• Regra das bandeiras preta e vermelha:
Se uma região atingir bandeira final vermelha ou bandeira preta, será preciso duas semanas consecutivas com bandeiras menos graves para obter redução na classificação de risco. Isso trará maior segurança para caracterizar a efetiva melhora nas condições de uma região.
Fonte: Governo do Estado
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