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China

Notícia da edição impressa de 08/04/2020. Alterada em 07/04 às 20h39min

Epicentro inicial do coronavírus, Wuhan encerra confinamento

Primeiro epicentro da Covid-19, cidade comemorou liberação com show de luzes

Primeiro epicentro da Covid-19, cidade comemorou liberação com show de luzes


HECTOR RETAMAL/AFP/JC
Nesta terça-feira (7) - quarta-feira (8) na China -, a China não registrou nenhuma morte pelo novo coronavírus (Covid-19), desde que a pandemia teve início, no final de dezembro, e identificou apenas 32 novos casos, todos de pessoas que haviam retornado de outros países. No mesmo dia, Wuhan, cidade que foi marco inicial do vírus no mundo, deu fim a um confinamento de 11 semanas, que surpreendeu o mundo quando foi anunciado, mas se provou eficiente para a redução do contágio na província de Hubei, onde fica a cidade.
Nesta terça-feira (7) - quarta-feira (8) na China -, a China não registrou nenhuma morte pelo novo coronavírus (Covid-19), desde que a pandemia teve início, no final de dezembro, e identificou apenas 32 novos casos, todos de pessoas que haviam retornado de outros países. No mesmo dia, Wuhan, cidade que foi marco inicial do vírus no mundo, deu fim a um confinamento de 11 semanas, que surpreendeu o mundo quando foi anunciado, mas se provou eficiente para a redução do contágio na província de Hubei, onde fica a cidade.
Os voos e trens foram reativados, o transporte público voltou a funcionar - apenas algumas linhas de ônibus estavam ativas até então - e os taxistas e motoristas de aplicativo também puderam retomar o trabalho. Mas algumas restrições persistem. Escolas, por exemplo, não reabriram. Continua sendo obrigatório o uso de um aplicativo de celular no qual o governo controla o histórico de saúde, o endereço de residência e o deslocamento em tempo real de cada cidadão. Para viajar ou entrar em um supermercado, por exemplo, é preciso estar em dia com esse app.
Agora, as pessoas podem entrar e sair da cidade de 11 milhões de habitantes. Centenas de pessoas chegaram já de madrugada à estação de trem da cidade. Muitas ficaram presas em Wuhan no dia 23 de janeiro, quando as autoridades anunciaram subitamente que ninguém poderia deixar a região até nova ordem. A estimativa era de que 55 mil pessoas deixassem a cidade neste primeiro dia de reconexão com o mundo exterior. Para marcar a ocasião, a cidade promoveu um espetáculo de luzes.
Durante os 76 dias de confinamento, os moradores de Wuhan só podiam sair de suas casas para comprar comida ou fazer tarefas absolutamente necessárias. Alguns podiam sair da cidade, mas só se tivessem documentos que provassem que isso era imprescindível e que eles não representavam um risco à saúde de ninguém. Outras regiões da província de Hubei, onde fica Wuhan, puderam começar a sair há três semanas, desde que pudessem provar que não estavam infectados.
A China tem, atualmente, 1.242 casos confirmados em tratamento e 1.033 sem sintomas em isolamento e sob monitoramento. Desde o início do surto, a China acumula 82.718 casos e 3.335 mortes pela Covid-19. O primeiro óbito foi confirmado em 11 de janeiro.