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saúde

06/04/2020 - 21h08min. Alterada em 06/04 às 21h43min

Mandetta fica e adverte: 'Começamos com mais um solavanco. Esperamos ter paz'

'Lavoro, lavoro (trabalho, trabalho). Vamos tocar em frente", afirmou o ministro

'Lavoro, lavoro (trabalho, trabalho). Vamos tocar em frente", afirmou o ministro


MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/JC
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fica no cargo. Depois de um dia de rumores que davam como certo a demissão de Mandetta pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro indicou que dá continuidade às ações e admitiu que o dia foi tenso, com sua equipe não conseguindo nem trabalhar. "Lavoro, lavoro (trabalho, trabalho, em italiano). Vamos tocar em frente", desfechou o ministro. 
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fica no cargo. Depois de um dia de rumores que davam como certo a demissão de Mandetta pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro indicou que dá continuidade às ações e admitiu que o dia foi tenso, com sua equipe não conseguindo nem trabalhar. "Lavoro, lavoro (trabalho, trabalho, em italiano). Vamos tocar em frente", desfechou o ministro. 
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"Quem foi fazer panelaço, não é para parar. Entramos juntos, estamos juntos e quando eu deixar o ministério vou colaborar e vamos sair juntos equipe toda", afirmou Mandetta a integrantes do ministério que estavam no auditório, ao fazer o pronunciamento à imprensa, mas sem responder a perguntas.
"Foi um dia emocionalmente duro para todos." Antes do pronunciamento, o ministro teve reunião com o presidente e outros ministros, antes de fazer o pronunciamento. "Começamos com mais um solavanco nesta segunda. Esperamos ter paz." 
Ele garantiu que aceita críticas construtivas, mas citou que, "às vezes, há críticas que não vêm no sentido de construir", apontando que  muitas exigem que o ministério tenha de se posicionar. "Médico não abandona paciente. Não vou abandonar", avisou Mandetta, que é médico, mandando recado, pois logo disse que os médicos precisam condições para trabalhar.  
O ministro reforçou a ordem de isolamento e ainda que as medidas sobre maior ou menor rigor devem ser tomadas conforme a situação em cada estado ou cidade. Mandetta voltou a apoiar as orientações dos governos estaduais. "A sociedade precisa entender que a movimentação social é tudo que o vírus, que é nosso inimigo, quer', advertiu.
Mandetta ainda disse que o "momento é de distanciamento social, que o que foi feito até agora não é quarentena ou lock down, que é muito pior". O ministro disse que as pessoas podem sair ao ar livre, o que não pode é fazer aglomeração.
Ele demonstrou preocupação com a fluxo maior que pode levar o vírus a "camadas mais numerosas e frágeis da população, como moradores de rua e favelas". O titular da pasta da Saúde também preveniu que grandes cidades do País ainda não estão prontas para uma escalada de casos. Ele considera que a evolução de casos está dentro do esperado. 
Sobre sugestões de medicação e terapêuticas, o ministro disse que vai analisar as sugestões, que estudos clínicos darão resultado em breve e repetiu várias vezes que é: "ciência, disciplina e foco" e recomendou que as pessoas não deem ouvidos a "barulhos", sobre comentários feitos por pessoas sobre tratamentos que não sustentação científica. 
Ele chegou a comentar que chegou a falar com dois médicos que estavam no Palácio do Planalto e que tinham sugestões de protocolos. Mandetta disse que sugeriu que eles levem as sugestões para as sociedades brasileiras de Infectologia e Imunologia, indicando que não é no Planalto que vai se definir o que é  melhor usar.