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Crise

31/03/2020 - 13h28min. Alterada em 31/03 às 13h35min

Quase 60% das indústrias estão com a produção parada no Rio Grande do Sul

Manter as linhas de produção em funcionamento enfrenta a barreira de conseguir insumos e matérias-primas, em alguns casos

Manter as linhas de produção em funcionamento enfrenta a barreira de conseguir insumos e matérias-primas, em alguns casos


JOÃO LAZZAROTTO/DIVULGAÇÃO/JC
Uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), divulgada nesta terça-feira, indica que 57,4% das indústrias gaúchas paralisaram a produção por causa da pandemia do coronavírus e 15,9% tiveram queda intensa na atividade. O levantamento aponta ainda que 83,8% delas perceberam queda na demanda por seus produtos _ o que equivale a mais oito em cada dez consultadas. A pesquisa consultou 193 indústrias entre os dias 26 e 27 de março.
Uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), divulgada nesta terça-feira, indica que 57,4% das indústrias gaúchas paralisaram a produção por causa da pandemia do coronavírus e 15,9% tiveram queda intensa na atividade. O levantamento aponta ainda que 83,8% delas perceberam queda na demanda por seus produtos _ o que equivale a mais oito em cada dez consultadas. A pesquisa consultou 193 indústrias entre os dias 26 e 27 de março.
“Há problemas de toda a ordem para manter a produção. Faltam insumos e matéria-prima, dificuldade de logística de transporte, cancelamento de pedidos. É fundamental o retorno gradativo às atividades, seguindo protocolos de contingência definidos pela saúde, para que o ano não seja perdido ”, defende o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.
Outra dificuldade de impacto relevante apontada na pesquisa realizada pela Unidade de Estudos Econômicos (UEE) da FIERGS foi manter as linhas de produção em funcionamento. Nesse item, 85,9% das empresas tiveram problemas para conseguir insumos e matérias-primas. Em relação à logística, quase nove em cada dez não conseguem transportar seus produtos, insumos e matérias-primas.
Das 57,4% indústrias gaúchas sem atividade no momento, para 24,1% delas essa paralisação é por tempo indeterminado. Entre as que se mantêm operando, mais de 30% revelaram queda na produção. Para apenas 6,7% daqueles que responderam ocorreu um aumento na demanda. Esse impacto positivo foi sentido por alguns fabricantes de produtos alimentícios, químicos, farmoquímicos e farmacêuticos.
Diante da situação, aponta a Fiergs, a principal consequência é na queda do faturamento, aparecendo em 75,4% das respostas para a pergunta sobre os principais impactos da pandemia. Pouco mais da metade das empresas também reportou o cancelamento de pedidos e encomendas (51,8%). Além disso, oito em cada dez informaram que está difícil ou muito difícil a condição financeira para lidar com os pagamentos de rotina e ao buscarem capital de giro, 78,7% encontraram mais dificuldades de acesso, sendo que 44,1% indicaram “muito mais” dificuldade.
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Para lidar com o impacto da pandemia, a principal medida tomada pelas indústrias foi o trabalho domiciliar (home office), com 56,7% das respostas. A segunda providência mais utilizada, por 40,7%, o afastamento de empregados com sintomas, seguida de perto por férias para parte deles. A dispensa e demissão de empregados já foram adotadas por 17,5% das empresas pesquisadas.