Porto Alegre, segunda-feira, 30 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre, segunda-feira, 30 de março de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

conjuntura internacional

Alterada em 30/03 às 16h43min

Perda de moedas emergentes foi mais rápida que em crise de 2008, diz Unctad

Contabilidade - rublos - divulgação stockvault

Contabilidade - rublos - divulgação stockvault


STOCKVAULT/DIVULGAÇÃO/JC
As moedas emergentes se desvalorizaram entre 5% e 25% no início deste ano, a um ritmo mais acelerado do que o registrado durante o começo da crise financeira global de 2008, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Em relatório divulgado nesta segunda-feira (30), a entidade explica que o real, o rublo russo e o peso mexicano estão entre as divisas que mais perderam valor frente à moeda americana no período.
As moedas emergentes se desvalorizaram entre 5% e 25% no início deste ano, a um ritmo mais acelerado do que o registrado durante o começo da crise financeira global de 2008, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Em relatório divulgado nesta segunda-feira (30), a entidade explica que o real, o rublo russo e o peso mexicano estão entre as divisas que mais perderam valor frente à moeda americana no período.
De acordo com a análise, que exclui a China, os emergentes registram fuga de capital de US$ 59 bilhões em fevereiro e março, em meio à pandemia de coronavírus. O valor, segundo os cálculos, é mais que o dobro que a saída de US$ 26,7 bilhões verificada durante o início da crise de 2008.
"O impacto econômico do choque é contínuo e cada vez mais difícil de se prever, mas há claras indicações de que as coisas vão ficar muito pior para as economias em desenvolvimento antes de melhorarem", alerta o secretário-geral da Unctad, Mukhisa Kituyi.
 
{'nm_midia_inter_thumb1':'', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5c6f03d777ac4', 'cd_midia':8634598, 'ds_midia_link': 'https://www.jornaldocomercio.com/_midias/gif/2019/02/21/banner_whatsapp_280x50px_branco-8634598.gif', 'ds_midia': 'WhatsApp Conteúdo Link', 'ds_midia_credi': 'Thiago Machado / Arte JC', 'ds_midia_titlo': 'WhatsApp Conteúdo Link', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '280', 'cd_midia_h': '50', 'align': 'Center'}
A estimativa do órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU) é de que esses países devem ter déficit financeiro de até US$ 3 trilhões nos próximos dois anos.
Para fazer frente a isso, a Conferência sugere um pacote de US$ 2,5 trilhões, incluindo US$ 1 trilhão em injeção direta com ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e outro US$ 1 trilhão em alívio de dívida. Os US$ 500 bilhões restantes viriam em assistências aos sistemas de saúde.
"Se os líderes do G-20 estiverem certos do comprometimento por uma resposta global no espírito da solidariedade, deve haver uma ação proporcional para as seis bilhões de pessoas que vivem fora das economias do grupo", avalia o diretor de Estratégias de Globalização e Desenvolvimento da Unctad, Richard Kozul-Wright.