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Saúde

Alterada em 30/03 às 12h51min

Avanço do coronavírus terá pesquisa inédita no Rio Grande do Sul

Amostragem pretende estimar o percentual real da população gaúcha infectada pelo Convid-19

Amostragem pretende estimar o percentual real da população gaúcha infectada pelo Convid-19


MARCELO G. RIBEIRO/JC
O Governo do Estado pretende estimar, com base científica, o percentual real da população gaúcha infectada pelo Convid-19 e o ritmo de avanço da pandemia no Rio Grande do Sul. Trata-se de um estudo inédito a partir de amostragens epidemiológicas sequenciais.
O Governo do Estado pretende estimar, com base científica, o percentual real da população gaúcha infectada pelo Convid-19 e o ritmo de avanço da pandemia no Rio Grande do Sul. Trata-se de um estudo inédito a partir de amostragens epidemiológicas sequenciais.
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A pesquisa permitirá identificar a prevalência da doença por regiões, o contingente de pessoas atingidas pelo novo coronavírus, mas que não apresentam sintomas, e projetar incidência de casos mais graves e até o grau de letalidade da doença.
Após resultados e conclusões, esse estudo será uma das principais referências ao governo gaúcho na definição de estratégias de enfrentamento da pandemia.
A técnica de pesquisa vai mobilizar a rede de universidades federais do Estado e será replicado em todo país no combate ao Covid-19. Sob a coordenação do reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Curi Hallal, o trabalho da epidemiologia do Covid-19 mobiliza um grupo de especialistas de outras quatro universidades federais gaúchas.
A primeira roda de aplicação dos testes por amostragem deve ocorrer nos próximos dias, tão logo cheguem ao estado os kits disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Conforme detalhou Hallal, serão 4.500 coletas a cada uma das quatro pesquisas de campo prevista pelo estudo (com intervalo de duas semanas entre cada uma delas).
Doutor em Epidemiologia, o reitor da UFPel observou que o perfil do trabalho permitirá conhecer os primeiros resultados sobre a prevalência do Covid-19 na população dois dias após a aplicação dos testes. "Ao conhecermos a proporção de infectados e a velocidade de expansão da doença, poderemos recomendar estratégias para os serviços de saúde baseadas em dados reais, da nossa própria população. É algo que todos os governos, locais, regionais e nacionais precisam nesse momento. O RS servirá de exemplo para outras regiões, certamente", destacou o Hallal.
Além de confirmar a liberação extra de 20 mil testes para viabilizar a pesquisa gaúcha, o Ministério da Saúde pretende levar a experiência inédita para outros estados brasileiros. A pesquisa reúne também equipes das universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), de Santa Maria (UFSM) e do Pampa (Unipampa).
"Diante da impossibilidade material de testar a população em geral (atualmente os diagnósticos são realizados em casos de internação), o estudo de prevalência da doença é um mecanismo seguro para estimar o percentual de infectados a partir de testes em pessoas selecionadas", destacou a Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão. 
“Todas as medidas que adotamos até o momento sempre tiverem a ciência como base. Agir diferente disso representa colocar a vida em risco. Essa pesquisa nos trará um cenário de prevalência do Covid-19 ainda sem similar e será fundamental para os próximos passos”, salientou o governador Eduardo Leite (PSDB).