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Indústrias

26/03/2020 - 11h38min. Alterada em 26/03 às 21h50min

Entidades empresariais gaúchas lançam manifesto pela reativação econômica

Grupos empresariais querem liberação parcial em 1º de abril e total no dia 6 do mesmo mês

Grupos empresariais querem liberação parcial em 1º de abril e total no dia 6 do mesmo mês


NÍCOLAS CHIDEM/JC
Atualizada às 19h10min.
Atualizada às 19h10min.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio) divulgaram nesta quinta-feira (26) o manifesto “Pela Reativação da Economia Gaúcha”. O governador Eduardo Leite falou, durante live no Facebook, disse que qualquer mudança dependerá da evolução dos casos da doença.
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No documento, as três entidades manifestam sua preocupação com “a ameaça de desabastecimento que poderá ocorrer caso se prolonguem, além de um limite razoável, as proibições de atividades empresariais”, e propõem um retorno gradativo às atividades a partir de 1º de abril.
A proposta apresentada é o de “retorno gradativo das atividades econômicas, permitindo que as empresas – atendendo as recomendações de saúde, como o teletrabalho dos grupos de risco e o distanciamento entre pessoas – possam operar com 50% de pessoal nas suas atividades a partir do dia 1º de abril, e retomando a 100% em 6 de abril, quando o isolamento horizontal já terá cumprido 16 dias”, como diz o documento.
De acordo com as entidades, é preciso levar em conta as cadeias de fornecedores que, mesmo fora da área de saúde e alimentar (consideradas exceções de segmentos industriais e comerciais), são essenciais para que o produto final exista, em uma cadeia que não pode ter nenhum elo quebrado. “De nada adianta o campo produzir se o produto ‘in natura’ ou industrializado não chegar ao consumidor”, destacaram.
O documento alerta ainda que, no curto prazo, há o risco da falta generalizada de produtos, desde o campo até as lojas. “Assim, o sacrifício será de toda a população. Ainda há tempo de evitarmos o empobrecimento abrupto e irreversível da sociedade”, diz a carta.
Em nota, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS (FCDL/RS) informa que, apesar de concordar com as medidas de isolamento social dos "brasileiros a partir dos 60 anos, diabéticos, hipertensos, além de outros grupos de risco e, evidentemente, os testados positivos" para o vírus, considera as demais medidas como um "exagero que deve ser evitado", uma vez que a entidade enxerga "um contexto de caos social e econômico" como consequência. No texto, a entidade diz ser favorável "à reabertura imediata dos estabelecimentos produtivos privados e públicos".
No mesmo caminho, o LIDE-RS, também em nota, reforçou a preocupação "com os impactos catastróficos à economia a curto e média prazo", em razão das medidas tomadas para conter o vírus. "É preciso começar a pensar em ações que mantenham a atividade econômica em funcionamento", defendeu a entidade, que também sugeriu o isolamento voltado a pessoas dos grupos de risco. "No quadro atual o fechamento de empresas e a demissão de funcionários, poderá evoluir com uma rapidez jamais vista na nossa história. O Brasil não pode, neste momento, dobrar suas taxas de desemprego", defende no texto.
O Rio Grande do Sul já tem pelo menos 162 casos confirmados de coronavírus. Os gaúchos vivem sob estado de calamidade pública e o governador Eduardo Leite (PSDB) admitiu que a transmissão já é considerada comunitária, ou seja, o vírus circula livremente pelo Estado. 
Porto Alegre chegou ao 100º paciente com Covid-19. A Capital gaúcha é o centro da contaminação no Estado - o segundo município com mais pacientes de coronavírus é Bagé, com sete casos confirmados. É de Porto Alegre também a primeira e até agora única morte por Covid-19 do Rio Grande do Sul.
governador condicionou qualquer mudança na situação de isolamento social e restrição a setores aos resultados das análises do comportamento da curva do coronavírus no Estado, da evolução dos casos e das respostas dos atendimentos que vêm sendo prestados na rede hospitalar.
"Estamos nos abastecendo de dados e, a partir daí, faremos uma avaliação sobre a abertura lenta e gradual do comércio no Rio Grande do Su. Temos preocupação com com o impacto econômico dessas medidas, com os empregos, mas também com a vida das pessoas. Vamos continuar trabalhando, também queremos sair o mais rápido possível disso, mas por enquanto fiquem em casa", reforçou Leite.