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Pesquisa

26/03/2020 - 10h37min. Alterada em 26/03 às 10h36min

UFPel fará estudo pioneiro sobre comportamento do novo coronavírus

Levantamento coordenado pela UFPel deve iniciar nas próximas duas semanas

Levantamento coordenado pela UFPel deve iniciar nas próximas duas semanas


REPRODUÇÃO FLICKR UFPEL/JC
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) coordena proposta para o primeiro estudo populacional sobre a pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Sul, em parceria com outras universidades gaúchas e o governo do Estado. A pesquisa irá levantar a proporção de casos de infecção, incluindo pessoas sem sintomas, e a evolução da doença por meio de uma amostragem dos participantes nas oito regiões intermediárias do Rio Grande do Sul segundo critério do IBGE: Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul/Lajeado e Região Metropolitana de Porto Alegre.
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) coordena proposta para o primeiro estudo populacional sobre a pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Sul, em parceria com outras universidades gaúchas e o governo do Estado. A pesquisa irá levantar a proporção de casos de infecção, incluindo pessoas sem sintomas, e a evolução da doença por meio de uma amostragem dos participantes nas oito regiões intermediárias do Rio Grande do Sul segundo critério do IBGE: Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul/Lajeado e Região Metropolitana de Porto Alegre.
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A previsão é de que o estudo tenha início dentro das próximas duas semanas. O reitor da UFPel e coordenador geral da pesquisa, Pedro Curi Hallal, salienta que "até o momento, não há dados no mundo sobre a prevalência populacional de infecção pelo Covid-19”. “O Rio Grande do Sul poderá ser pioneiro, não apenas no Brasil, na disponibilização de dados concretos sobre o percentual de infecção e a velocidade de expansão da doença”, acrescenta.
O epidemiologista Aluisio Barros, integrante da equipe responsável pela metodologia do estudo, diz que até agora não se sabe qual o grau de circulação do vírus da Covid-19, "porque grande parte dos casos, entre 80 e 85%, tem sintomas leves ou não apresenta sintomas, embora contribuam para a transmissão da doença". O estudo deverá mostrar a real dimensão da Covid-19 no território gaúcho e avaliar a trajetória de aumento do número de casos de infecção e óbitos.
O pesquisador explica que os dados vão proporcionar uma base para responder a questões fundamentais sobre o comportamento da Covid-19. O percentual de pessoas com teste positivo para o vírus, por exemplo, permite calcular as taxas de letalidade de forma mais precisa e a proporção de casos sem sintomas ou com sintomas leves.
Também será possível fazer um monitoramento da evolução da doença na população gaúcha e fazer projeções mais apuradas sobre o cenário da pandemia. Os resultados vão ajudar a definir estratégias públicas de enfrentamento e fornecer parâmetros para decisões sobre medidas de isolamento social e estimativas de tempo para o retorno da população à sua vida normal.
A pesquisa incluirá quatro inquéritos populacionais realizados a cada duas semanas por meio de visitas domiciliares, quando os participantes serão submetidos a um teste rápido para o vírus da Covid-19. Ao todo, serão aplicados 18 mil testes – 4,5 mil por rodada de exames, com distribuição de quinhentos por cidade e um mil para a região metropolitana de Porto Alegre. Os kits de testes serão fornecidos pelo Governo do Estado. O levantamento é uma iniciativa da Secretaria de Saúde do RS, da Vigilância Epidemiológica e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com a UFPel. Outras universidades gaúchas ainda poderão fazer parte do projeto.