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Economia

Alterada em 23/03 às 21h22min

Caixa recebe mais de 100 mil pedidos de pausa em prestação de crédito imobiliário

A medida também vale para construtoras, que têm contratos de empréstimos para a produção dos imóveis

A medida também vale para construtoras, que têm contratos de empréstimos para a produção dos imóveis


ALEXANDRO AULER/JC
A Caixa Econômica Federal já registrou mais de 100 mil pedidos de pausa nas prestações de financiamento imobiliário desde que esse benefício foi anunciado, na quinta-feira (19), informou nesta segunda-feira (23) o vice-presidente do banco público, Jair Mahl. Ainda não há levantamento preciso do quanto isso representa em termos de valores.
A Caixa Econômica Federal já registrou mais de 100 mil pedidos de pausa nas prestações de financiamento imobiliário desde que esse benefício foi anunciado, na quinta-feira (19), informou nesta segunda-feira (23) o vice-presidente do banco público, Jair Mahl. Ainda não há levantamento preciso do quanto isso representa em termos de valores.
Devido à pandemia do coronavírus e seus impactos sobre a economia, a Caixa anunciou, na semana passada, que as pessoas físicas poderão solicitar a pausa de até duas prestações pelo próprio aplicativo, sem a necessidade de comparecimento às agências.
A medida também vale para construtoras, que têm contratos de empréstimos para a produção dos imóveis. No entanto, a pausa não elimina os juros previstos nos contratos.
Neste momento, o banco está avaliando internamente a possibilidade de ampliar a pausa para até três parcelas, tanto para pessoa física quanto jurídica, disse a equipe da Caixa, durante videoconferência organizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
A ampliação do benefício deve ser anunciada na quarta ou na quinta-feira. "A Caixa é um banco líquido, é o banco do povo brasileiro. Espero que a gente consiga atravessar esse período sem tantos problemas", declarou Mahl.
Durante a conferência, a equipe da Caixa explicou que já tem quase 70% do contingente trabalhando em modelo de home office e que tem se esforçado para garantir o fluxo de recursos para as construtoras. Nas obras, o dinheiro é liberado de acordo com a evolução do trabalho nos canteiros.
Como há dificuldade de envio de técnicos para vistoria das obras nos próprios locais, o banco aceitará liberar os recursos mediante entrega de uma planilha da própria construtora com o descritivo da evolução, acompanhada de foto e vídeo.