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Conjuntura Internacional

Notícia da edição impressa de 24/03/2020. Alterada em 24/03 às 03h00min

FMI está pronto para emprestar US$ 1 trilhão a países que pedirem

Kristalina Georgieva disse que já recebeu 80 solicitações

Kristalina Georgieva disse que já recebeu 80 solicitações


/Mark Wilson/Getty Images/AFP/jc
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou na tarde desta segunda-feira, por meio de sua conta oficial no Twitter, que a entidade está pronta para implantar sua capacidade de empréstimo de US$ 1 trilhão, em meio à pandemia de coronavírus. De acordo com ela, o FMI já recebeu perto de 80 solicitações de ajuda de diferentes países.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou na tarde desta segunda-feira, por meio de sua conta oficial no Twitter, que a entidade está pronta para implantar sua capacidade de empréstimo de US$ 1 trilhão, em meio à pandemia de coronavírus. De acordo com ela, o FMI já recebeu perto de 80 solicitações de ajuda de diferentes países.
Kristalina Georgieva ainda ressaltou que países emergentes e de baixa renda encontram desafios ainda mais significativos na atual conjuntura. A diretora-gerente, porém, avisou que o FMI e o Banco Mundial acompanham essa questão de maneira "muito próxima". "Todos os países precisam trabalhar juntos para salvar vidas e limitar os custos econômicos", completou Kristalina, na rede social.
Ainda de acordo com ela, o mundo vai passar em 2020 por uma recessão no mínimo tão grave ou pior que a da crise global de 2008, uma vez que países emergentes estão sendo afetados por uma saída inédita de capital. "Investidores já retiraram US$ 83 bilhões dos mercados emergentes, a maior retirada de capital da história. Estamos especialmente preocupados com países mais pobres e endividados."
Já em comunicado divulgado depois de reunião entre ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), Kristalina afirmou que espera recuperação em 2021, mas que para isso é preciso fortalecer os sistemas de saúde e priorizar a contenção do contágio no mundo todo. "Quanto mais rápido pararmos o [novo] coronavírus, mais rapidamente e com mais força nos reergueremos", destacou.
O FMI declarou apoio às decisões dos governos de aumentar os gastos para fortalecer os sistemas de saúde e proteger empresas e trabalhadores, e à política monetária de aumentar a liquidez, adotada pelos bancos centrais. "Ainda mais será necessário, principalmente no front fiscal", disse a diretora do fundo.