Porto Alegre, sábado, 17 de outubro de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 19h20min, 23/03/2020. Atualizada em 19h41min, 23/03/2020.

Canadá tenta frear coronavírus com isolamento social agressivo

Canadenses fazem fila em farmácia de Montreal, no Canadá, em busca de álcool gel, luvas e máscaras

Canadenses fazem fila em farmácia de Montreal, no Canadá, em busca de álcool gel, luvas e máscaras


FOTOS BRUNO FILHO/DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Crancio
Com o incentivo a uma política de isolamento social agressivo, o Canadá tenta frear a pandemia do coronavírus, que aumentou em 50% no último final de semana, registrando cerca de 2 mil casos e mais de 20 mortos no total. Gaúchos que residem em cidades diferentes daquele país já enfrentam restrições, fechamento de escolas e não se surpreendem com a falta de gêneros alimentícios, como carne, nos principais supermercados. 
Com o incentivo a uma política de isolamento social agressivo, o Canadá tenta frear a pandemia do coronavírus, que aumentou em 50% no último final de semana, registrando cerca de 2 mil casos e mais de 20 mortos no total. Gaúchos que residem em cidades diferentes daquele país já enfrentam restrições, fechamento de escolas e não se surpreendem com a falta de gêneros alimentícios, como carne, nos principais supermercados. 
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Morando em Gatineau, na província do Quebec, há seis anos com o maridos e os três filhos, a educadora física Maria Helena Jacob relata que as últimas semanas têm sido de aumento das restrições e isolamento total em casa. Com as férias escolares estendidas por conta da pandemia, shoppings e restaurantes fechados e o trabalho sendo feito remoto, o desafio tem sido entreter as crianças, entre seis e 11 anos. Aos finais de semana, segundo ela, o governo realiza pronunciamentos para explicar a situação do país e os desdobramentos da covid-19. No domingo (22), foi confirmado o fechamento das escolas até pelo menos 1º de maio, informado que reuniões de grupos com mais de cinco pessoas que não forem da mesma família estão sujeitas a intervenção policial e que há possibilidade de fechamento de fronteiras municipais. "O governo está apostando no isolamento social agressivo para barrar a pandemia. Pede constantemente que as pessoas fiquem em casa e evitem ao máximo o contato e incentiva as compras on-line", relata.
A gaúcha ainda não notou a falta de produtos nos supermercados,mas percebeu aumento de preços em alguns itens que costuma comprar, como feijão.No país, assim como no Brasil e demais nações, os reflexos econômicos têm sido sentidos com o fechamento de indústrias e demissões em massa devido ao coronavírus. Na sexta-feira (20), o governo canadense divulgou que cerca de 500 mil pessoas haviam solicitado seguro-desemprego por conta da pandemia, números só vistos por lá durante a Grande Depressão de 1932.
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Carne já começa a faltar nos supermercados de Toronto
Técnico da área de Tecnologia da Informação na Herzing College Montreal, na cidade de Montreal, no estado de Quebec, Bruno Almeida Filho conta que a universidade, que funcionava todos os dias da semana, está totalmente fechada e sem aulas há duas semanas e há possibilidade de prorrogação até setembro dessa determinação. "Aqui já está um caos, o governo anunciou duas semanas com ninguém trabalhando e as aulas foram canceladas, porém, no meu setor atuamos com escala reduzida. As ruas estão tomadas de gente com máscara, metrô praticamente vazio. Uso luvas para mexer nos teclados e não encontrei luvas e álcool gel nas farmácias para uso pessoal. As compras tenho feito apenas on-line, mas vejo supermercados cheios e muitas pessoas carregando sacos de papel higiênico nas ruas", conta o gaúcho de Porto Alegre, que registrou filas nas farmácias nesta segunda-feira (23).
Segundo ele, a cada dia menos pessoas circulam nas ruas, atendendo às orientações do governos, que tem sido sido bastante atuante na prevenção e informação à população. "Os casos estão crescendo exponencialmente e estamos assutados. O governo anunciou até uma ajuda de custo aos infectados", revela. 
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Cartaz na universidade onde Bruno Almeida trabalha, em Montreal, orienta prevenção ao coronavírus
Estudante em Toronto, Daniela Vargas conta que há cerca de um mês começou a receber orientações a respeito da covid-19, mas desde 13 de março os comunicados para isolamento e fechamento de escolas e comércio se intensificaram. As fronteiras foram fechadas no final da semana passada, inclusive aos americanos, abrindo a circulação apenas para trânsito de mercadorias. A população foi orientada a comprar comida suficiente para duas semanas e o prazo para declaração do Imposto de Renda, que encerraria dia 30 de abril, foi estendido. "A preocupação do governo é que as pessoas tenham dinheiro pra se manter nesse período", comenta.
Ela conta que precisou ir a três mercados para finalizar as compras e já não achou carne nas prateleiras. "Os funcionários não conseguem ter tempo pra repor e o cenário assustava, as prateleiras vazias. Com tudo fechado na rua e as pessoas trabalhando home office a gente fica angustiada, porque parece que isso vai levar mais tempo do que o previsto, mas estamos acompanhando os cuidados e pronunciamentos do governo", ressalta.
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