Porto Alegre, segunda-feira, 16 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Itália

Notícia da edição impressa de 16/03/2020. Alterada em 15/03 às 19h57min

Coronavírus: Itália registra 368 mortes em um dia

Tradicional destino turístico, ruas de Roma estão vazias

Tradicional destino turístico, ruas de Roma estão vazias


ANDREAS SOLARO/AFP/JC
O número de casos do coronavírus na Itália chegou a 24.747, com 3.590 novos casos registrados entre sábado e domingo, de acordo com Departamento de Proteção Civil do país. Somente neste domingo, foram registradas 368 novas mortes. O número de óbitos aumentou para 1.809.
O número de casos do coronavírus na Itália chegou a 24.747, com 3.590 novos casos registrados entre sábado e domingo, de acordo com Departamento de Proteção Civil do país. Somente neste domingo, foram registradas 368 novas mortes. O número de óbitos aumentou para 1.809.
De acordo com o Departamento, o maior número de casos é na Lombardia, região no Norte do país em que fica a cidade de Milão e que tem 10.043 pessoas infectadas. Logo depois vêm a Emília-Romanha, com 2.741 casos, Vêneto, com 1.989, e Marcas, com 1.087. As mortes, segundo o órgão governamental italiano, só podem ser confirmadas como tendo sido causadas pelo coronavírus após o Instituto Superiore di Sanità (ISS) estabelecer a causa real da morte. Até o momento, 2.335 pessoas foram curadas da doença no país, que tem o maior número de casos na Europa.
Na Espanha, a partir das 8h de hoje, toda a população do país deve sair de casa apenas para atividades essenciais: comprar comida ou remédios, ir ao médico e trabalhar. As restrições mais duras, que tentam restringir o contágio pelo coronavírus, afetam 46,78 milhões de pessoas. A medida foi anunciada no sábado pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e tem prazo inicial de 15 dias.
Assim como na Itália e na Eslováquia, viagens (mesmo dentro do país) só serão permitidas em casos de emergência ou para cuidar de idosos ou de crianças. Restaurantes, bares e lojas ficarão fechados, com exceção de farmácias e mercados. O transporte público continua em funcionamento. "Todos poderemos ir comprar pão, se medicar ou levar o cachorro para passear. Mas não poderemos ir à praia nem esquiar. Temos que ficar em casa", disse Sánchez.
O país ficará fechado para estrangeiros ou pessoas que não tenham residência permanente. O governo também vai reduzir em 50% os voos a partir desta semana, segundo o primeiro-ministro. Com o estado de emergência, o primeiro-ministro centraliza os poderes e pode limitar a circulação de pessoas temporariamente, requisitar bens e serviços temporários, ocupar temporariamente empresas, impor racionamentos e outras medidas para garantir o fornecimento de produtos essenciais.
Polônia, República Tcheca, Estônia e Letônia já haviam feito o mesmo nos últimos dias. Diferentemente dos estados de exceção ou de sítio, o de emergência não afeta direitos como liberdade de manifestação ou de imprensa.
Com a progressão do contágio na Europa, apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como novo epicentro da pandemia, intensificaram-se os anúncios de restrições cada vez mais drásticas em vários países. O continente tem agora mais doentes do que todo o resto do mundo, incluindo a China, onde a pandemia começou no final de 2019. O coronavírus já provocou a morte de, pelo menos, 5.814 pessoas, 1.807 delas na Europa.
A França também apertou suas medidas e proibiu o funcionamento de bares, restaurantes e lojas a partir da meia-noite deste sábado. Ficarão abertas farmácias, lojas de alimentos, postos de gasolina e bancos; o transporte público não será afetado.
Como a Espanha e outros 26 países europeus, a França já havia fechado todas as escolas do país. O presidente Emmanuel Macron também havia recomendado a maiores de 70 anos que não saíssem de casa (idosos são o grupo mais suscetível a complicações da doença).
O governo português, que já havia suspendido aulas, fechado restaurantes e lojas e proibido eventos públicos, anunciou reforço no controle na fronteira com a Espanha.
A Rússia fechou ontem, as fronteiras com Polônia e Noruega, que anunciou a paralisação de todos os aeroportos a partir desta segunda. Dentre os maiores países da Europa, apenas o Reino Unido mantém as escolas em funcionamento normal. O governo britânico tem defendido que medidas drásticas não contêm a epidemia e prejudicam a economia, mas anunciou na noite de sexta-feira que eventos públicos serão proibidos.
Em toda a Europa, já são 12 os países que restringem total ou parcialmente a entrada de estrangeiros. Além de Itália e Espanha, impuseram restrições Polônia, Dinamarca, Noruega, Rússia, Suíça, República Tcheca, Eslováquia, Letônia, Lituânia, Ucrânia e Chipre.