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Esportes

15/03/2020 - 13h41min. Alterada em 15/03 às 15h59min

Renato Portaluppi propõe greve, se jogos de futebol não forem suspensos devido ao coronavírus

Jogadores entraram com máscaras na Arena em protesto e para lembrar dos mortos

Jogadores entraram com máscaras na Arena em protesto e para lembrar dos mortos


LUCAS UEBEL/GRÊMIO/DIVULGAÇÃO/JC
O que mais chamou a atenção no jogo entre Grêmio e São Luiz, com vitória gremista por 3 a 2 neste domingo (15) em Porto Alegre, não foi o futebol, mas as manifestações sobre a pandemia do coronavírus e os impactos no esporte.
O que mais chamou a atenção no jogo entre Grêmio e São Luiz, com vitória gremista por 3 a 2 neste domingo (15) em Porto Alegre, não foi o futebol, mas as manifestações sobre a pandemia do coronavírus e os impactos no esporte.
Depois dos jogadores e técnico Renato Portaluppi, do Grêmio, entrarem com máscaras no gramado da Arena em gesto de alerta e para lembrar as mortes pela doença, Portaluppi defendeu que os jogos sejam parados em todo o Brasil.
"O mundo está parando, por que o futebol não?", questionou Portaluppi de forma incisiva e ainda avisou: "Será que as pessoas que trabalham no futebol são imunes? O jogador de futebol é gente, a comissão é gente. Espero que não precise chegar ao ponto de fazermos greve".
O treinador cobrou bom senso dos dirigentes do futebol no País e reforçou que os jogos precisam parar devido à pandemia de coronavírus.
"Não adianta que só um estado pare o futebol brasileiro. Autoridades que cheguem e assumam ou precisa entrar em greve", repetiu o comandante Tricolor. "Ou eles tomam uma medida ou nós, profissionais, vamos tomar uma atitude." 
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'Não adianta fechar os portões. A torcida fica protegida e dane-se quem trabalha no futebol?', disse Renato
Renato mostrou muita indignação, o que deixou quase em segundo plano a avaliação do jogo, que teve o Grêmio levando dois gols do adversário logo no começo da partida, tendo de corre atrás do resultado. Renato chegou a definir como vergonha o desempenho da largada. 
"Não adianta fechar os portões. A torcida fica protegida e dane-se quem trabalha no futebol? De quem é a responsabilidade? O mundo todo está parado. Será que o futebol brasileiro não tem de parar?", repetiu muitas vezes, indicando que falava com o aval da direção do Grêmio.
Caso não haja uma definição até esta segunda-feira (16), o técnico avisou: "É um telefonema para alguns clubes que as coisas acontecem no futebol." O gesto deixou claro que o caminho de parar poderá ter uma articulação do setor. 
Renato ainda se referiu aos jornalistas que cobrem futebol e que estavam na coletiva pós-jogo e que também ficam expostos a riscos. "Você prefere parar os campeonatos e continuar vivo ou perder alguém", endereçou o comandante Tricolor, a dirigentes das federações. 
Também jogadores do Inter, como o argentino Musto, estão se manifestando nas redes sociais pela paralisação das rodadas. O Colorado tem jogo neste domingo. Musto postou em seu Twitter:
A expectativa é de que a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) comunique uma decisão sobre os jogos nesta segunda-feira.