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Cooperativismo 2019

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Notícia da edição impressa de 12/07/2019. Alterada em 12/07 às 08h33min

Garantindo abastecimento e energia forte para o campo

Grupo Ceriluz, com sede em Ijuí, atende mais de 14,5 mil associados de 24 municípios gaúchos

Grupo Ceriluz, com sede em Ijuí, atende mais de 14,5 mil associados de 24 municípios gaúchos


/CERILUZ/DIVULGAÇÃO/JC
Anelise Cáceres
Há mais de 50 anos na região de Ijuí, o Grupo Ceriluz leva energia aos mais de 14,5 mil associados e, atualmente, atende 24 municípios. O grupo é dividido entre duas organizações, a Cooperativa Regional de Energia e Desenvolvimento Ijuí Ltda. (Ceriluz distribuição), responsável pelo abastecimento de energia entre os associados; e a Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Social Ltda. (Ceriluz Geração), responsável pela produção de energia elétrica e por atividades sociais junto aos associados. 
Unificar todos os negócios do grupo em prol do desenvolvimento das famílias associadas, gerar qualidade de vida e permitir que elas permaneçam nas suas comunidades, com condições de trabalho e renda, são metas do planejamento estratégico da Ceriluz.
Segundo o presidente, Iloir de Pauli, o modelo cooperativista vem evoluindo no mundo e se consolidando como uma excelente alternativa de geração de trabalho e renda. "Claro que temos grandes empresas que individualmente se sobressaem em termos de patrimônio econômico-financeiro, mas, hoje, se analisarmos, são as cooperativas que despontam entre as melhores empresas, seja para se trabalhar, seja como prestadoras de serviços. E por quê? Porque o patrimônio das cooperativas são, justamente, as pessoas. Nas empresas privadas, o patrimônio se concentra nas mãos de poucos, enquanto que as cooperativas o dividem com associados, colaboradores, clientes. Há o que se aperfeiçoar, sem dúvida, mas estamos no caminho certo", afirma.
Quanto às expectativas para o ano, De Pauli revela que são desafiadoras para todos os setores econômicos do País, incluindo as áreas de produção primária, comércio, indústrias e serviços. No entanto, ressalta que a grande expectativa do ramo de infraestrutura no momento é conseguir a regulamentação de todas as cooperativas como permissionárias de serviço público, com condições justas de trabalho e sem perder o perfil cooperativista. "As cooperativas nasceram há mais de meio século, com uma vocação de inclusão, ou seja, surgiram para levar energia para um público renegado, especialmente rural, que foi excluído dos benefícios que a energia elétrica levou para as cidades. As cooperativas enfrentaram grandes dificuldades em momentos de recessão econômica, custos elevados para levar energia em áreas de baixa densidade demográfica. O tempo passou, mas seguimos atendendo a esse mesmo público, e é preciso que o governo considere essa situação para que possamos seguir dando condições de trabalho às pessoas que atendemos", diz.
O presidente explica, ainda, que a distribuição de energia hoje é regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e segue diretrizes rígidas, que permite pouca margem para investir em questões que não sejam relativas à própria distribuição de energia. "Já a geração de energia, por meio de nossas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas), nos dá mais liberdade de buscar negócios e investir seus resultados em outras demandas que partem do associado. Um bom exemplo disso é a distribuição de sinal de internet para o nosso público, a qual optamos por usar exclusivamente fibra óptica em nosso trabalho de prover internet."
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