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Cooperativismo 2019

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agronegócios

Notícia da edição impressa de 12/07/2019. Alterada em 12/07 às 09h30min

Ações sistêmicas para alavancar ainda mais o cooperativismo gaúcho

Cooperativas gaúchas do ramo faturaram R$ 25,4 bilhões, 25%  a mais do que o obtido no ano anterior

Cooperativas gaúchas do ramo faturaram R$ 25,4 bilhões, 25% a mais do que o obtido no ano anterior


FECOAGRO/DIVULGAÇÃO/JC
No setor agropecuário, o preço das commodities e a agroindustrialização crescente trouxeram bons resultados em 2018. As cooperativas agropecuárias gaúchas faturaram R$ 25,4 bilhões, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. A expectativa é de um cenário positivo em 2019, devido especialmente às ações sistêmicas que estão sendo trabalhadas pelas entidades ligadas ao cooperativismo no Rio Grande do Sul.
Conforme o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS), Paulo Pires, o ramo é o mais complexo porque envolve diferentes itens, que vão desde a originação do grão, representada pela maioria das cooperativas, até o processo industrial. Outro aspecto relevante se refere às exportações, que naturalmente são regradas pelo mercado internacional e têm seus impactos na economia nacional. "Temos um cenário difícil com a peste suína africana, o que diminuirá muito o consumo de soja na China, nosso principal importador. Com o excesso de chuvas nos EUA e atraso do plantio, há uma expectativa de quebra de 50 milhões de toneladas de milho. Esses fatores causam melhores preço ao milho e a soja, até mesmo para o trigo já plantado no Rio Grande do Sul tem um impacto positivo. Diante desse cenário, acreditamos que haverá fomento na produção de grãos no nosso Estado", destacou.
Ao todo, existem 333 mil sócios de 128 cooperativas agropecuárias no Estado, que juntas empregam 36 mil pessoas. Segundo Pires, outro área do ramo corresponde as agroindústrias. "O grande objetivo que estamos seguindo, depois dessa expansão que tivemos das cooperativas do Rio Grande do Sul, é implantarmos o projeto industrial intercooperativo", defende ele, lembrando que o cooperativismo das agroindústrias tem feito sua parte, especialmente no setor leiteiro, onde 45% do leite produzido no Estado ocorre por meio das cooperativas.
O dirigente reforça a importância do modelo cooperativista para o crescimento econômico dos municípios e Estado. "Não é à toa que as cooperativas se encontram em municípios onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é mais expressivo, independentemente do número de habitantes. Muitas de nossas cooperativas estão entre os maiores empregadores e arrecadadores de impostos nos destinos onde atuam - isso tem uma influência forte na qualidade de vida da população destas cidades, pois onde tem emprego e oportunidade tem desenvolvimento maior da sociedade como um todo."
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