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análise

Notícia da edição impressa de 02/12/2019. Alterada em 01/12 às 17h53min

Infraestrutura e agronegócio são o destaque nos aportes em solo gaúcho

Rio Grande do Sul termina o ano com uma carteira de investimentos que soma R$ 65 bilhões

Rio Grande do Sul termina o ano com uma carteira de investimentos que soma R$ 65 bilhões


ISAAC PIGNATA/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Kolling
Essa edição do Anuário de Investimentos do Rio Grande do Sul vai além do ano de 2019 ao mapear, também, iniciativas de anos anteriores que estão em licenciamento. É o caso, por exemplo, do projeto de um polo carboquímico entre Eldorado do Sul e Charqueadas. O empreendimento da Copelmi - que inclui, ainda, a maior mina de carvão do Brasil - prevê um investimento de R$ 11 bilhões.
Ao incluir esses empreendimentos anteriores que ainda estão na ordem do dia, revela-se que o Rio Grande do Sul termina o ano com uma carteira de investimentos que soma R$ 65 bilhões.
A lista de investimentos previstos para o Estado permite fazer uma radiografia da economia gaúcha, além de apontar tendências do desenvolvimento. Uma delas é o aumento de aportes em infraestrutura, projetos que agora começam a deslanchar, especialmente na área de energia.
Nesse setor, destacam-se os investimentos em transmissão de energia de empresas estrangeiras que venceram licitação para ampliar as redes no Estado. Um exemplo é o Consórcio Chimarrão (Espanha/Canadá) que destinará R$ 2,2 bilhões a 1,2 mil quilômetros de linhas de transmissão.
Essas novas redes irão viabilizar a construção de parques eólicos no Interior, ações que, em alguns casos, ficam travadas pela falta de capacidade de transmissão de energia nas regiões em que irão se instalar. Um grande projeto, que está em gestação, é o complexo de aerogeradores de R$ 4 bilhões, que a Ventos do Atlântico planeja para São José do Norte.
Ainda na infraestrutura, a concessão de rodovias começa a dar frutos através da CCR Via Sul, com um pacote de R$ 8,8 bilhões de investimentos em estradas nos próximos 30 anos. Neste ano, o custo das obras está estimado em R$ 350 milhões. Melhorias no saneamento também devem atrair mais de R$ 3 bilhões, através de parcerias da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). E a Rumo projeta outros R$ 5,5 bilhões em ferrovias se a concessão for renovada.
A indústria é outro eixo que movimenta os investimentos do Rio Grande do Sul. O interessante é que a maior parte dos aportes está relacionada ao agronegócio. A começar por fábricas de implementos agrícolas - AGCO, John Deere e Stara - que vão implantar novas unidades ou fazer melhorias em suas plantas.
Há também investimentos na ampliação da produção de fertilizantes, caso da Yara em Rio Grande. E a indústria de alimentos, notadamente, plantas processadoras de carnes e do setor leiteiro. Isso sem falar na área florestal, com projetos de fábricas de pellets (pequenos cilindros de madeira compactada para uso na geração de energia) e melhorias da CMPC em sua fábrica de celulose em Guaíba.
O panorama de novos investimentos na indústria é complementado com empresas e clusters tradicionais, como o Polo Petroquímico de Triunfo, o polo metalmecânico da Serra, além da montadora da General Motors em Gravataí, que inaugurou nova linha de produção.
Para fechar esse quadro, cabe observar que a capital gaúcha, embora também receba investimentos em infraestrutura - a Fraport vai usar R$ 1,8 bilhão na modernização do aeroporto de Porto Alegre - se notabiliza por atrair aportes em tecnologia, educação, varejo e serviços, além do setor da construção civil. O projeto imobiliário de R$ 2,5 bilhões da Multiplan é o principal.
Nas próximas páginas, é possível ler um verbete sobre cada empreendimento, em que, além de mostrar o estágio da iniciativa, também se descobre qual é a empresa responsável, o município onde ela está apostando e o valor do projeto.
Dessa forma, o Anuário de Investimentos apresenta um painel da economia gaúcha, servindo como um documento e fonte de informação a gestores públicos estaduais, prefeitos, investidores, jornalistas, economistas e empresários.
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