Na próxima segunda-feira, 15 de novembro, a Proclamação da República, de 1889, completa 132 anos. Foi o resultado de um longo processo de crise da monarquia no Brasil. O regime começou a entrar em decadência logo após o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, o que resultou da incapacidade da monarquia de atender aos interesses e às demandas da sociedade.
Uma série de novos atores e ideias políticas surgiu e ganhou força a partir de 1870, quando foi lançado o Manifesto Republicano. Ao redor das ideias republicanas, formou-se um grupo consistente contra a monarquia e a favor da abolição da escravatura, que ocorreu em 1888.
A exigência pela modernização do País fez com que civis e militares enxergassem na república a solução para o Brasil, uma vez que a monarquia começou a ser considerada incapaz para as demandas existentes.
Em novembro de 1889, a conspiração estava em curso e contava com nomes como Aristides Lobo, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Sólon Ribeiro, entre outros. O que faltava para era a adesão do marechal Deodoro da Fonseca, militar influente e primeiro presidente do Clube Militar.
O movimento para derrubar a monarquia seguiu no dia 15 de novembro, quando o marechal Deodoro da Fonseca e tropas foram até o quartel-general localizado no Campo do Santana.
Foi exigida a demissão do Visconde de Ouro Preto da presidência do gabinete ministerial. O visconde se demitiu e foi preso por ordem de Deodoro da Fonseca. Os republicanos decidiram realizar sessão extraordinária na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para que fosse realizada uma solenidade de Proclamação da República, anunciada pelo vereador José do Patrocínio.
Porém, também na República o Brasil continuou tendo problemas sociais, econômicos e financeiros, com a exclusão de milhões, tudo agravado, desde março de 2020, pela pandemia.
Por isso e tal e qual era pedido antes da queda da monarquia, o Brasil tem que se estruturar bem melhor para acabar com os desníveis sociais e econômicos que continuam a prejudicar o seu desenvolvimento.
E isso só com mais e mais educação formal para todos, postos de trabalho aos milhões e com uma representação política, judiciária e executiva que trabalhe unida, visando esses objetivos maiores para benefício de toda a nação, com mais desenvolvimento.