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Editorial

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Editorial

- Publicada em 20h28min, 14/09/2021.

A mobilização pela instalação da térmica a gás em Rio Grande

Debatido e aguardado há muitos anos, um projeto bilionário pode ser instalado em Rio Grande. Trata-se de uma termelétrica a gás e um terminal de gás natural liquefeito (GNL). Depois de idas e vindas, o empreendimento depende do sucesso de uma ação judicial que busca reverter a determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que revogou a outorga de autorização da usina.
Debatido e aguardado há muitos anos, um projeto bilionário pode ser instalado em Rio Grande. Trata-se de uma termelétrica a gás e um terminal de gás natural liquefeito (GNL). Depois de idas e vindas, o empreendimento depende do sucesso de uma ação judicial que busca reverter a determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que revogou a outorga de autorização da usina.
O movimento vem ganhando adesões, pela sua importância para o desenvolvimento econômico da Metade do Sul e do Estado. Afinal, além de ser muito bem-vindo o acréscimo na geração de energia, especialmente nos tempos atuais, em que se projeta que a demanda energética vai superar a geração.
Recentemente, o município de Rio Grande se somou como terceiro interessado no processo, cujo projeto tem aporte de mais de R$ 4 bilhões. Sem dúvidas, seria uma alavanca para a economia local, afetada pelo esvaziamento da indústria naval.
Em virtude de atrasos no cronograma das obras, por diversas razões, incluindo o licenciamento ambiental, a outorga do projeto foi revogada em 2017. Entretanto, uma liminar recente permitiu que o projeto pudesse ser retomado, suspendendo as decisões da Aneel que revogaram a outorga de autorização do projeto.
Embora a questão ainda esteja em debate, é tema importante, que deve ser acompanhado por autoridades públicas e empresariais, pelo seu caráter estratégico para o Rio Grande do Sul.
A Justiça estabeleceu como limite para a obtenção da Licença Ambiental de Instalação (LI) o dia 5 de novembro de 2021, e o começo das obras da estrutura deve ocorrer até 26 de dezembro. Já a geração comercial de energia está prevista para maio de 2024. O prazo é, portanto, exíguo, considerando que ainda será necessário realizar uma audiência pública.
Apesar disso, é importante manter a mobilização para viabilizar o projeto a tempo. A crise energética no País é mais um apelo para sensibilizar as autoridades e não perder a oportunidade.
A iniciativa também pode significar avanços em termos de oferta de gás natural no Estado, através da produção excedente do terminal de GNL que não fosse consumida pela térmica, o que deve ajudar a atrair novas empresas para a região.
A usina deve ter 1.238 MW de capacidade instalada (cerca de um terço da demanda do Estado). O projeto venceu em 2014 a disputa de um leilão de energia federal. É hora de a iniciativa sair do papel. Com o apoio e a união do Rio Grande do Sul.
 
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