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Porto Alegre, segunda-feira, 31 de maio de 2021.
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Editorial

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- Publicada em 03h00min, 31/05/2021.

O novo status do RS, livre de aftosa sem vacinação

O agronegócio ainda está festejando as grandes safras, eis que a pecuária gaúcha recebeu uma ótima notícia. Após 20 anos desde uma crise sanitária que abalou o Rio Grande do Sul, que foi obrigado a abater milhares de bovinos devido à febre aftosa, o Estado recebeu o certificado de zona livre sem vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
O agronegócio ainda está festejando as grandes safras, eis que a pecuária gaúcha recebeu uma ótima notícia. Após 20 anos desde uma crise sanitária que abalou o Rio Grande do Sul, que foi obrigado a abater milhares de bovinos devido à febre aftosa, o Estado recebeu o certificado de zona livre sem vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
A certificação foi declarada na 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE. A grande tarefa de produtores, entidades e governos agora é evitar que a doença volte ao Rio Grande do Sul, ela que traumatizou pecuaristas no episódio de Joia, em 2000.
Desde a semana passada, as indústrias gaúchas podem começar a negociar com mais países, e novos produtos, em mercados exportadores que podem agregar ao Rio Grande do Sul mais R$ 1 bilhão em embarques, de acordo com estimativas da cadeia produtiva e do governo do Estado.
Representantes oficiais de sindicatos, entidades e criadores continuam saudando a excelente notícia, pois o novo status sanitário permitirá negócios com muitos outros países, além dos que já são fregueses da nossa carne bovina. A boa nova veio após investimentos na estrutura de inspetorias veterinárias, viaturas e contratação de pessoal.
A situação foi concedida igualmente ao Paraná e aos estados de Rondônia, Acre e municípios do Amazonas e do Mato Grosso.
Dessa maneira, somente o Rio Grande do Sul passará a ofertar 12 milhões de bovinos livres da febre aftosa sem vacinação. No Brasil, serão 44 milhões de bovinos livres de aftosa sem vacinação, mais 50% da suinocultura nacional e 50% dos frigoríficos brasileiros.
Para bem avaliar o grau em que o Estado foi colocado, Santa Catarina, há 14 anos livre da febre aftosa sem vacinação, comemora que o estado se tornasse o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil, quando conseguiu abrir portas para os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.
No caso da carne bovina, com a mudança, o Rio Grande do Sul poderá exportar para Estados Unidos, México, Canadá, Coreia do Sul e Japão. Estes são mercados atendidos hoje pelo Uruguai, e onde o Rio Grande do Sul teria mais condições de competir a partir da mudança de status pela OIE.
A partir de agora, ao lado da justa euforia, o maior cuidado sobre eventuais sintomas da doença no gado deverá ser uma preocupação primordial dos próprios criadores em seus rebanhos, comunicando e alertando para o que se passa da porteira para dentro.
 
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