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Mercado Financeiro

- Publicada em 06/05/2022 às 18h15min.

Ibovespa cai 2,54% na semana, sob peso de aumento global de juros

Na semana, o índice brasileiro teve queda de 2,54%

Na semana, o índice brasileiro teve queda de 2,54%


MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/JC
Em dia volátil, o Ibovespa até tentou se ancorar em bons resultados corporativos domésticos para esboçar uma alta consistente, mas foi prejudicada pelo cenário de aversão a risco global. O sentimento que atrapalha os mercados acionários no mundo é alimentado por uma aposta do mercado de que, a despeito da sinalização dessa semana, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) terá de ser mais agressivo no aumento dos juros, levando as bolsas aqui e lá fora a um dia no vermelho.
Em dia volátil, o Ibovespa até tentou se ancorar em bons resultados corporativos domésticos para esboçar uma alta consistente, mas foi prejudicada pelo cenário de aversão a risco global. O sentimento que atrapalha os mercados acionários no mundo é alimentado por uma aposta do mercado de que, a despeito da sinalização dessa semana, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) terá de ser mais agressivo no aumento dos juros, levando as bolsas aqui e lá fora a um dia no vermelho.
O índice brasileiro só não foi pior pelo desempenho sólido do setor financeiro e Petrobras, ancorados em balanços positivos da estatal e do Bradesco, o que chegou a levar a Bolsa momentaneamente aos 106 mil pontos em seu melhor momento (106.267,57).
No dia e na semana, contudo, o Ibovespa acumula perdas. Nesta sexta, de 0,16%, aos 105.134,73 pontos, melhor que os pares em Nova York, com Nasdaq chegando a cair 1,40%. Na semana, o índice brasileiro teve queda de 2,54%.
A Petrobras encerrou o dia em alta acima de 3%, desprezando, ao menos por esta sexta-feira, as provocações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro e o apelo para que não suba os combustíveis. O chefe de Estado chegou a chamar de "estupro" aos brasileiros o lucro da empresa e o consequente repasse da variação do petróleo aos preços nas bombas. O bom desempenho também foi ajudado pelo petróleo, que terminou o dia em alta de 1,34% (Brent). Na seara das commodities, a queda de 4,20% no minério em Qingdao, na China, não permitiu o mesmo ânimo entre as metalúrgicas e mineradoras, com Vale recuando 0,71%.
Lá fora, pesaram os dados de emprego mais aquecidos do que o esperado nos Estados Unidos, com criação de 428 mil postos, acima dos 400 mil do consenso. "A preocupação voltou aos players e probabilidades implícitas na curva de juros americana precificaram alta de 75 pontos nos juros na próxima reunião", apontou Luiz Adriano Martinez, gestor de portfólio da Kilima Asset.
Com os juros mais altos, o mercado vê um crescimento global ainda mais machucado. A percepção de atividade do mundo se deteriorou muito nas últimas semanas, após dados fracos na Europa e, sobretudo, na China. Com os lockdowns chineses, a percepção é de que há pouco espaço para melhora, mesmo com os anúncios chineses de medidas para estimular a economia.
Na ponta positiva do Ibovespa nesta sexta, Alpargatas (+7,44%), Lojas Renner (+5,99%) e Petrobrás ON (+3,78%) e PN (+3,28%). Entre as maiores quedas, por sua vez, Petz (-12,72%), Banco Inter (7,99%) e Locaweb (-7,62%).
Agência Estado
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