Porto Alegre, terça-feira, 11 de janeiro de 2022.
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Mercado Financeiro

- Publicada em 11/01/2022 às 19h35min.

Com NY, Ibovespa fecha quase na máxima do dia, aos 103,7 mil pontos

No ano, o índice ainda acumula perda de 1,00% frente aos 104,8 mil pontos do fim de 2021

No ano, o índice ainda acumula perda de 1,00% frente aos 104,8 mil pontos do fim de 2021


YASUYOSHI CHIBA/AFP PHOTO/JC
O Ibovespa conseguiu retomar nesta terça-feira (11) o nível de 103 mil pontos, visto nos encerramentos das duas primeiras sessões do ano, neutralizando o efeito da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que o derrubou aos 101 mil pontos na quarta-feira passada (5), quando fechou aquela sessão em baixa de 2,42%.
O Ibovespa conseguiu retomar nesta terça-feira (11) o nível de 103 mil pontos, visto nos encerramentos das duas primeiras sessões do ano, neutralizando o efeito da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que o derrubou aos 101 mil pontos na quarta-feira passada (5), quando fechou aquela sessão em baixa de 2,42%.
Nesta terça, com o câmbio a R$ 5,5688 na mínima do dia, a referência da B3 foi a 103.778,98 pontos, em alta de 1,80% no fechamento, o maior ganho em porcentual desde a sessão de 2 de dezembro (3,66%), entre mínima nesta terça-feira de 101.918,40 e máxima de 103.780,45, renovada ao longo da tarde até os ajustes finais, saindo de abertura a 101.946,05 pontos.
No ano, o índice ainda acumula perda de 1,00% frente aos 104,8 mil pontos do fim de 2021. Na semana, sobe agora 1,03%, com giro financeiro a R$ 30,4 bilhões nesta terça-feira.
Os índices de Nova York, que vinham em baixa até o começo da tarde, mudaram de direção e passaram a subir durante a audiência do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Senado dos Estados Unidos. "Desde a ata do Fed, o mercado começou a precificar quatro aumentos na taxa de juros este ano, com início já em março. Hoje, foi importante a referência do Powell a duas, três ou quatro reuniões para tomar decisão", diz Victor Miranda, sócio da One Investimentos - no caso, sobre a redução do balanço patrimonial, as configurações desse processo.
No entendimento de Powell, o Fed deve demorar "entre três e quatro encontros" para decidir a questão do balanço, mas ele manteve a indicação de primeiro aumento de juros em março.
Ainda assim, mesmo com o viés de alta para a taxa de referência, Powell ressalvou que os Estados Unidos estão em "uma era de juros extremamente baixos", o que agrada ao mercado. "Powell acredita que o Fed tomará medidas para normalizar a política este ano. Wall Street sabe que os aumentos das taxas de juros estão chegando e as expectativas agora são de até 85% para um aumento em março", observa em nota Edward Moya, analista da Oanda em Nova York.
A Capital Economics avalia que o presidente do Federal Reserve ecoou nesta terça "uma retórica crescentemente mais hawkish" que, para a consultoria, tem sido também mostrada por outros dirigentes. Em relatório a clientes, a consultoria diz que a postura de Powell ainda é condizente com uma provável elevação de juros em março.
Enquanto os Estados Unidos estão cortando estímulos e acenando com juros mais altos, a China mantém viés afrouxado para sua política monetária, o que tem resultado em recuperação para os preços de commodities como o petróleo, em retomada ante o nível observado no surgimento da Ômicron, e especialmente o minério de ferro, este no maior nível em três meses, aponta Miranda, da One Investimentos.
No entanto, com o avanço da covid-19 na China, grandes empresas estão fechando fábricas, portos estão paralisados e há falta de trabalhadores, no momento em que autoridades impõem lockdowns rígidos e testes em massa em escala não vista em quase dois anos. A perspectiva de continuados problemas na segunda maior economia do mundo, com estratégia de tolerância zero para casos de coronavírus, reforça temores de que os problemas na economia global possam se prolongar.
O dia, contudo, foi de mais um degrau na recuperação dos preços de commodities importantes para a B3. Com o Brent para março em alta de 3,5% nesta terça-feira, a US$ 83,7 por barril, e o aumento anunciado pela Petrobras para gasolina e diesel, as ações ON e PN da empresa fecharam em alta, respectivamente, de 4,13% e 2,96%, enquanto Vale ON avançou 1,90% - em Qingdao (China), o minério encerrou a terça-feira a US$ 129,17 por tonelada, em alta de 2,74%. "A paralisação de parte das atividades da mineradora em Minas Gerais, em razão das chuvas, oferece suporte adicional para o preço do metal", diz em nota a Terra Investimentos.
Na ponta do Ibovespa, destaque para Méliuz (+7,32%), Petz (+7,07%) e Natura (+6,33%). No lado oposto, BRF (-1,28%), Braskem (-1,19%) e Embraer (-1,10%).
Pela manhã, o foco esteve no IPCA de dezembro, em linha com a perspectiva de que o BC manterá o ajuste restritivo da política monetária: o índice oficial de inflação mostrou desaceleração ante novembro, mas ainda acima da mediana das estimativas para o mês, contribuindo para o ajuste do real frente à moeda americana na sessão, em que o dólar cedeu 1,67%, a R$ 5,5798 no fechamento, ajudando na recuperação do Ibovespa.
"Havia uma incerteza acima da usual quanto ao resultado de dezembro em função da possibilidade, que acabou se concretizando, de uma retomada mais forte em subitens de higiene pessoal e alimentação fora do domicílio, pela recomposição de preços após a Black Friday em novembro", observa em nota o Banco ABC Brasil. "Apesar da desaceleração do índice cheio, a média dos núcleos acelerou na margem e no acumulado em 12 meses."
Agência Estado
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