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Energia

- Publicada em 11/01/2022 às 17h21min.

Rio Grande do Sul apresenta tímida expansão na geração de energia em 2021

PCH Forquilha IV foi um dos empreendimentos que entrou em operação no Estado

PCH Forquilha IV foi um dos empreendimentos que entrou em operação no Estado


CRERAL/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Apesar do País ter finalizado 2021 com o maior incremento em capacidade instalada de geração de energia elétrica dos últimos anos, com 7.562,08 MW agregados a sua potência (melhor resultado desde 2016, quanto foi registrado o acréscimo de 9.528 MW), o Rio Grande do Sul contribuiu pouco para essa performance: apenas 43 MW, provenientes de duas novas usinas. O desempenho coloca os gaúchos entre os estados que registraram os menores crescimentos em seus parques geradores (16ª posição). Já a matriz elétrica nacional como um todo atingiu uma capacidade acumulada de 181,5 mil MW.
Apesar do País ter finalizado 2021 com o maior incremento em capacidade instalada de geração de energia elétrica dos últimos anos, com 7.562,08 MW agregados a sua potência (melhor resultado desde 2016, quanto foi registrado o acréscimo de 9.528 MW), o Rio Grande do Sul contribuiu pouco para essa performance: apenas 43 MW, provenientes de duas novas usinas. O desempenho coloca os gaúchos entre os estados que registraram os menores crescimentos em seus parques geradores (16ª posição). Já a matriz elétrica nacional como um todo atingiu uma capacidade acumulada de 181,5 mil MW.
De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), passaram a fazer parte da matriz elétrica brasileira no ano passado as usinas da Innova, em Triunfo, alimentada com biomassa (madeira de acácia, pinus, eucalipto, resíduos vegetais, cascas de arroz e sobras de serrarias na forma de cavaco) e a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Forquilha IV, localizada no rio Forquilha, entre os municípios de Maximiliano de Almeida e Machadinho, no Norte do Estado. Esse último empreendimento foi desenvolvido pelas cooperativas Creral de Erechim, Coprel de Ibirubá, Ceriluz de Ijuí e a empresa Erechim Energia. Somados, os dois complexos totalizaram um investimento de aproximadamente R$ 300 milhões.
Para 2022, o órgão regulador também não apresenta uma perspectiva muito expressiva para a liberação de operação comercial de novas usinas no Estado. Por enquanto, a previsão é de apenas duas, a térmica a biomassa de madeira da Três Tentos Agroindustrial, em Ijuí, e a PCH Cachoeira Cinco Veados, do grupo Havan, que está sendo construída entre os municípios de Quevedos e São Martinho da Serra, na região Central do Estado, no rio Toropi. Os dois projetos totalizam uma capacidade instalada de 22 MW.
Há algumas explicações para que o Rio Grande do Sul esteja, atualmente, atrás de outros estados no quesito de expansão de potência de energia elétrica. O presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Guilherme Sari, argumenta que o maior destaque quanto ao aumento de energia no sistema nacional ultimamente tem ficado com as gerações solar e eólica.
Os estados que verificam um desempenho mais forte quanto a essas fontes estão localizados na região Nordeste do País que, além de terem disponibilidade abundante de irradiação solar e vento, contam com agentes dessas indústrias instalados na região. “É uma política toda desenhada, que se consolidou”, frisa o dirigente. No ano passado, a Bahia, com 1.532,38 MW acrescidos na matriz nacional, e o Rio Grande do Norte, com outros 1.505,69 MW, foram os estados que mais se sobressaíram em termos de crescimento.
Outro ponto ressaltado por Sari é que o Rio Grande do Sul estava com algumas obras de transmissão defasadas, o que atrapalhava o escoamento da energia de novos projetos gaúchos. No entanto, o presidente do Sindienergia-RS comenta que boa parte dessas estruturas (linhas e subestações de energia) serão concluídas neste ano, o que melhorará a condição da movimentação de energia local. Apesar dessa expectativa positiva, o dirigente reforça que projetos de geração de energia precisam de algum tempo para serem desenvolvidos. Dentro dessa lógica, a estimativa é que uma quantidade mais expressiva de usinas no Estado possa gerar energia entre os anos de 2024 e 2026.

Fonte eólica registra maior evolução no País

No âmbito nacional, 2021 simbolizou a maior ampliação da geração eólica registrada no País. Segundo a Aneel, as usinas movidas pela força dos ventos responderam por 3.694,32 MW de potência instalada, marca que superou os 2.786 MW liberados pela agência em 2014, até então o recorde de entrada em operação dessa fonte no Brasil. As usinas eólicas constituem neste momento 20,8 mil MW de potência instalada, respondendo por 11,4% da matriz elétrica brasileira.
“Em 2021, aceleramos a entrada em operação das usinas para combater a escassez hídrica e assim promover segurança energética e contribuir com a retomada do crescimento econômico do País”, enfatiza o diretor-geral da Aneel, André Pepitone. A capacidade instalada em eólicas no ano passado correspondeu quase à metade (48,85%) do acréscimo total de potência no período envolvendo todas as fontes de energia.
Já as termelétricas responderam por uma expansão de 2.449,69 MW (32,39%) e as solares fotovoltaicas por um incremento de 1.299,46 MW (17,18%). Por sua vez, as PCHs agregaram à matriz 114,14 MW, 1,51% do total do ano. Ainda conforme informações da Aneel, atualmente cerca de 83% da energia elétrica em operação no País é gerada por fontes renováveis.

Expansão da matriz elétrica brasileira por estados em 2021:

BA – 1.532,38 MW
RN – 1.505,69 MW
RJ – 1.338,30 MW
SP – 686,83 MW
CE – 606,00 MW
PB – 433,12 MW
PI – 377,30 MW
PE – 267,36 MW
MS – 252,12 MW
MG – 118,50 MW
AM – 113,91 MW
PR – 85,20 MW
SC – 70,06 MW
RO – 64,00 MW
MT – 44,50 MW
RS- 43,00 MW
ES – 12,01 MW
TO – 8,00 MW
GO – 3,00 MW
PA – 0,80 MW
AC – 0 MW
RR – 0 MW
AP – 0 MW
MA – 0 MW
SE – 0 MW
AL – 0 MW
Fonte: Aneel.
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