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Economia

- Publicada em 10 de Janeiro de 2022 às 18:29

Indústria gaúcha vê dificuldades para repassar aumento do gás natural

Agergs homologa nesta terça-feira (11) reajuste do preço do combustível fornecido pela Sulgás

Agergs homologa nesta terça-feira (11) reajuste do preço do combustível fornecido pela Sulgás


SULGÁS/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Nesta terça-feira (11), a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Rio Grande do Sul (Agergs) fará a homologação do reajuste médio de 27% no preço do gás natural distribuído pela Sulgás. Particularmente para o segmento industrial, a alta das tarifas irá variar de 22,82% a 30,12%, dependendo do volume consumido do combustível. O coordenador do Grupo Temático de Energia e Telecomunicações da Fiergs, Edilson Deitos, adianta que será complicado para o setor repassar esse custo para o consumidor com a atual retração econômica.
Nesta terça-feira (11), a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Rio Grande do Sul (Agergs) fará a homologação do reajuste médio de 27% no preço do gás natural distribuído pela Sulgás. Particularmente para o segmento industrial, a alta das tarifas irá variar de 22,82% a 30,12%, dependendo do volume consumido do combustível. O coordenador do Grupo Temático de Energia e Telecomunicações da Fiergs, Edilson Deitos, adianta que será complicado para o setor repassar esse custo para o consumidor com a atual retração econômica.
“O mercado verificou uma leve queda em função da inflação que também foi provocada pelo desequilíbrio das commodities internacionais”, ressalta o dirigente. Deitos argumenta que o reflexo no preço do produto final com o incremento do gás natural dependerá de caso a caso, mas ele frisa que o impacto é diluído dentro dos custos gerais das empresas, o que faz com que o repasse seja menor do que os percentuais da elevação do combustível.
Essa conjuntura de aumentos de custos de insumos, adianta Deitos, irá refletir nos resultados do setor industrial até que o mercado tenha um reaquecimento. No Rio Grande do Sul, Deitos lembra que entre os maiores clientes de gás natural fornecido pela Sulgás estão companhias como a Braskem e a GM.
Já o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), Gerson Haas, destaca que quando a Petrobras mencionou que iria repassar para os contratos que possui com as distribuidoras brasileiras um aumento de 50%, a partir de janeiro, a perspectiva era de que o impacto no custo do gás natural da Sulgás fosse ainda maior. “Se formos analisar, todas as energias estão aumentando muito, no mundo inteiro”, enfatiza o empresário.
Haas acrescenta que o gás natural, diferentemente da gasolina, por exemplo, não tem o seu reajuste realizado constantemente, o que ocasiona um percentual maior quando acontece a alteração dos custos. Sobre as consequentes elevações de valores dos produtos finais com os incrementos dos insumos produtivos, o representante do Sinplast-RS salienta que a situação tem feito com que o consumidor brasileiro reduza suas compras ou troque marcas com as quais está acostumado por opções mais baratas.
No que diz respeito ao gás natural veicular (GNV), que terá um reajuste de 27,99% por parte da Sulgás, o presidente do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro), João Carlos Dal’Aqua, comenta que, de acordo com que se esperava, “a mão veio menos pesada até”. Porém, o dirigente adverte que a alta poderá atrapalhar um pouco a competitividade do combustível. “O pessoal que usa o GNV, além de rodar bastante, tem o custo de investimento (na adaptação do veículo para o uso dessa alternativa)”, reforça Dal’Aqua.
Conforme levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 2 e 8 de janeiro, o preço médio do metro cúbico do GNV no Rio Grande do Sul era de R$ 4,837. Em Porto Alegre, o valor médio de venda nos postos era de R$ 4,894. Além da questão do custo, o presidente do Sulpetro sustenta que para o GNV se difundir ainda mais no Estado é preciso também ampliar a malha de fornecimento do combustível, que não atinge a maioria das cidades gaúchas.
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