Depois de retomar a operação após cerca de seis anos com as atividades paradas, a Central Térmica Uruguaiana já está funcionando quase com carga plena (640 MW, conforme dados da Empresa de Pesquisa Energética). Tendo iniciado com geração de 450 MW, na primeira semana de dezembro, agora o complexo abastecido com gás natural alcançou o patamar de 600 MW (o que corresponde a cerca de 15% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul).
A informação é do presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Retomada da Termo Uruguaiana, deputado estadual Frederico Antunes (PP), que nesta segunda-feira (20) acompanhou visita de executivos da Âmbar Energia, empresa responsável pelo empreendimento, ao governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini. “Atualmente já estão trabalhando na usina aproximadamente 100 funcionários”, frisa Antunes.
No encontro, conforme o deputado, também foi mencionada a importância do projeto de construção de um gasoduto entre Uruguaiana-Porto Alegre, mas não foi afirmado especificamente que a Âmbar Energia seria um dos investidores nessa iniciativa. Sobre a térmica Uruguaiana, Antunes destaca que a usina entrará 2022 operando e não há uma previsão de interrupção das atividades, já que o País enfrenta uma escassez quanto à hidreletricidade.
O parlamentar detalha que o gás natural que está abastecendo a planta gaúcha é proveniente dos Estados Unidos (na forma liquefeita, através de navios), chega ao porto de Escobar, na Argentina, e dali segue para Uruguaiana regaseificado. Antunes também participou nesta segunda-feira de encontro de diretores da CCR (companhia que venceu a concessão de três aeroportos gaúchos: Pelotas, Bagé e Uruguaiana) com o governador. A empresa apresentou seu cronograma, tendo a previsão de assumir efetivamente os três aeroportos a partir de março do próximo ano.
De acordo com o deputado, a perspectiva é que em 2022 serão apresentados os pré-projetos de melhorias dos empreendimentos e, entre 2023 e 2024, as obras de infraestrutura, como nos pátios dos aeroportos e cabeceiras das pitas, estarão começando. Antunes comenta ainda que o grupo CCR, que é a companhia que administra a Freeway, também tem interesse em outras concessões de rodovias do Rio Grande do Sul que serão lançadas em breve.