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Indústria

- Publicada em 21/10/2021 às 16h01min.

Confiança do industrial gaúcho recua pelo segundo mês

Diferentes fatores desfavoráveis à produção contribuem para redução do ICEI-RS

Diferentes fatores desfavoráveis à produção contribuem para redução do ICEI-RS


JOSÉ PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO/JC
O otimismo dos industriais gaúchos ficou menor em outubro, na comparação com setembro, revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado nessa quinta-feira (21) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Caiu 1,1 ponto, atingindo 60,1, no segundo mês consecutivo de queda, revertendo a tendência após as cinco altas anteriores, que totalizaram 10,8 pontos. Apesar disso, ao permanecer acima de 50 pontos e em patamar elevado, 6,1 acima da média histórica, o ICEI-RS revela que os empresários continuam confiantes.
O otimismo dos industriais gaúchos ficou menor em outubro, na comparação com setembro, revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado nessa quinta-feira (21) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Caiu 1,1 ponto, atingindo 60,1, no segundo mês consecutivo de queda, revertendo a tendência após as cinco altas anteriores, que totalizaram 10,8 pontos. Apesar disso, ao permanecer acima de 50 pontos e em patamar elevado, 6,1 acima da média histórica, o ICEI-RS revela que os empresários continuam confiantes.
“Diferentes fatores desfavoráveis à produção contribuem para esta redução na confiança dos empresários gaúchos: juros crescentes, aceleração da inflação, volatilidade da taxa de câmbio e intensa pressão de custos, provocada, principalmente, pela escassez e aumento nos preços dos insumos, da energia elétrica, com a possibilidade de racionamento, e dos combustíveis”, explica o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.
O presidente da Fiergs reforça, no entanto, que, apesar de menos favoráveis, as perspectivas dos empresários mantêm a sinalização positiva para a indústria gaúcha nos próximos meses. Isso se dá à medida que a vacinação contra Covid-19 avance e o retorno das atividades se complete, contando também com menores dificuldades na cadeia de suprimentos.
O ICEI-RS, que varia de zero a 100 pontos, é composto pelos Índices de Condições Atuais e de Expectativas. Em outubro, todos continuaram na faixa positiva, acima dos 50, mas a queda da confiança ocorreu exclusivamente por conta da piora das expectativas, pois as condições de momento não se alteraram em relação a setembro. O Índice de Condições Atuais ficou praticamente estável, passando de 56,1, em setembro, para 56,2 pontos, em outubro. Acima de 50, mostrou que os empresários perceberam melhora, avaliando favoravelmente a economia brasileira (51,3 pontos) e, principalmente, a própria empresa (58,6). Para 33,3% e 44% dos empresários, respectivamente, a economia brasileira e a empresa melhoraram nos últimos seis meses, mas pioraram para 26,4% e 12% deles, na mesma ordem.
Já o Índice de Expectativas continuou a revelar perspectivas positivas para os próximos seis meses, com 62,1 pontos em outubro. Porém, o otimismo recuou na comparação com setembro, quando atingiu 63,8. O Índice de Expectativas da Economia Brasileira caiu de 58,4 para 57,1 pontos entre setembro e outubro, refletindo a redução no percentual de empresários otimistas no período: de 45,4% para 40,3%. O Índice de Expectativas para as Empresas também recuou, de 66,6 para 64,7 pontos. Em outubro, 57,9% estão otimistas com o futuro da empresa, queda de quatro pontos na comparação com o mês anterior.
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