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Mercado Financeiro

- Publicada em 14/10/2021 às 12h11min.

Ibovespa destoa de alta de NY e tem instabilidade, de olho em problemas internos

Nessa quarta-feira (13) o Ibovespa subiu 1,14%, aos 113.455,92 pontos

Nessa quarta-feira (13) o Ibovespa subiu 1,14%, aos 113.455,92 pontos


/DIVULGAÇÃO/JC
Resultados corporativos robustos do terceiro trimestre nos Estados Unidos (Bank of America, Wells Fargo, Citi e UnitedHealth) animam investidores no exterior, que veem os dados como um sinal de que a recuperação prossegue, apesar dos temores inflacionários. Essa percepção de aumento da demanda impulsiona as commodities, e beneficia ações do setor na Bolsa brasileira. Contudo, é insuficiente para evitar instabilidade e até mesmo queda do Ibovespa, que nessa quarta-feira (13) subiu 1,14%, aos 113.455,92 pontos.
Resultados corporativos robustos do terceiro trimestre nos Estados Unidos (Bank of America, Wells Fargo, Citi e UnitedHealth) animam investidores no exterior, que veem os dados como um sinal de que a recuperação prossegue, apesar dos temores inflacionários. Essa percepção de aumento da demanda impulsiona as commodities, e beneficia ações do setor na Bolsa brasileira. Contudo, é insuficiente para evitar instabilidade e até mesmo queda do Ibovespa, que nessa quarta-feira (13) subiu 1,14%, aos 113.455,92 pontos.
Às 11h06, cedia 0,16%, aos 113.279,76 pontos, variante entre máxima aos 113.881,35 pontos e mínima aos 113.193,21 pontos.
Nem mesmo o crescimento da atividade do setor de serviços no Brasil em agosto pouco acima do esperado - ainda que tenha desacelerado ante julho - impulsiona a Bolsa, com papéis ligados a consumo cedendo. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços está no nível mais elevado desde novembro de 2015.
"Não deixa de ser um alívio, mas a produção industrial e as vendas do varejo decepcionaram, e o momento é de uma inflação pressionada, com problemas na cadeia de suprimentos no mundo", cita Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos.
O desempenho aquém do Ibovespa em relação à valorização acima de 1% das bolsas americanas reflete um série de questões não solucionadas no Brasil, afirma Danilo Batara, sócio-fundador e head da mesa de operações da Delta Flow Investimentos, escritório plugado ao BTG Pactual. "Já vínhamos caminhando com um fiscal bem preocupante. Agora, tem a situação dos precatórios, que pode ter um possível pagamento de R$ 90 bilhões em 2022, e todo mundo se mexendo para rolar essa dívida. Isso ainda precisa de um parecer do Congresso para não extrapolar as contas públicas. Além disso, tem expectativa em relação à reforma do Imposto de Renda e da administrativa", diz.
A despeito de dúvidas a respeito dos efeitos da conclusão, ontem na Câmara, da votação do projeto que muda a incidência de ICMS sobre combustíveis, as ações da Petrobras avançam, também refletindo o aumento do petróleo no exterior e crescente debate de privatização da empresa.
A expectativa de redução nos preços desconforto em estados por reduzir a arrecadação. A Federação Brasileira de Associações de Tributos Estaduais (Febrafite) estima perda anual de R$ 24 bilhões.
"O impacto na arrecadação do ICMS não é trivial", afirma em nota a LCA Consultores. Entretanto, pondera, tudo o mais constante, o aumento da renda disponível das famílias, decorrente dos menores preços dos combustíveis, resultará em maiores gastos com outros produtos taxados pelo ICMS.
Já o minério de ferro no porto chinês de Qingdao fechou em alta de 1,405 (US$ 125,91 a tonelada), enquanto, também na China, a taxa anual da inflação ao produtor (PPI) atingiu o nível recorde de 10,7% em setembro, ampliando riscos de estagflação na segunda maior economia do mundo. Apesar deste temor, as ações da Vale (0,93%) e de outras mineradoras e siderúrgicas sobem.
Nesta manhã, foi informado o PPI americano, que atingiu 0,5% no mês passado, ante previsão de 0,6%. Apesar do resultado inferior ao esperado, reforça que a inflação segue pressionada, tendendo a reforçar a visão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
Nessa quarta-feira, o Fed voltou a sinalizar, em ata de política monetária, que poderá começar a retirar parte de seus estímulos antes do fim do ano.
Agência Estado
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