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Agronegócio

- Publicada em 12/10/2021 às 12h40min.

Probabilidade de La Ninã está acima de 70% e exige cuidados especiais dos produtores

No caso do milho, boletim recomenda escalonar a época de semeadura

No caso do milho, boletim recomenda escalonar a época de semeadura


FERNANDO DIAS/SEAPDR/DIVULGAÇÃO/JC
Os modelos de previsão para definição do evento El Niño Oscilação Sul (Enos) do International Research Institute for Climate and Society (Iri), utilizados pelo Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), apontam para probabilidade acima de 70% de que as condições de La Niña se iniciem durante a primavera de 2021 e permaneçam até o verão 2021/2022. O prognóstico faz com que os produtores precisem se precaver e observem orientações técnicas.
Os modelos de previsão para definição do evento El Niño Oscilação Sul (Enos) do International Research Institute for Climate and Society (Iri), utilizados pelo Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), apontam para probabilidade acima de 70% de que as condições de La Niña se iniciem durante a primavera de 2021 e permaneçam até o verão 2021/2022. O prognóstico faz com que os produtores precisem se precaver e observem orientações técnicas.
O prognóstico climático para este outubro indica redução da chuva e aumento da temperatura diurna, o que produz aumento da evapotranspiração, especialmente na segunda quinzena do mês. Para novembro, os modelos também apontam para redução de chuva, com predomínio de noites mais frias e dias mais quentes, padrão característico de períodos muito secos. Para dezembro, são esperados padrões de chuva e temperaturas mais próximas da média climatológica.
No caso das culturas de outono-inverno produtoras de grãos(trigo, aveia e cevada), a indicação é seguir monitorando a ocorrência de doenças de final de ciclo e incidência de pragas, e observar se há necessidade de aplicações de defensivos agrícolas. Já as culturas de primavera-verão produtoras de grãos (milho, soja e feijão), o boletim recomenda escalonar a época de semeadura e utilizar genótipos de diferentes ciclos ou diferentes grupos de maturação para evitar eventuais perdas em função de deficiência hídrica no período crítico, sempre respeitando o zoneamento agrícola.
As previsões trimestrais do Copaaergs são obtidas por meio do Modelo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPMET) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O boletim do Conselho é elaborado a cada três meses por especialistas em agrometeorologia de 14 entidades públicas estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. 

Orientações gerais

1. Consultar a assistência técnica da Emater, Irga, Cooperativas e outras para o planejamento e implantação das culturas de primavera-verão e para finalização da colheita das culturas de outono-inverno
2. Consultar os serviços de previsão de tempo e clima, para o planejamento, manejo e execução das operações agrícolas (www.inmet.gov.br, www.cpmet.ufpel.tche.br, www.cptec/inpe.br)
3. Consultar as recomendações dos zoneamentos agrícolas de risco climático (www.agricultura.gov.br) para definição das cultivares/variedades, regiões e épocas de semeadura/plantio
4. Escalonar a época de semeadura/plantio e utilizar cultivares de ciclos diferentes
5. Utilizar densidade de plantas indicada para cultura
6. Dar preferência ao plantio direto na palha. Não sendo possível, mobilizar minimamente o solo, por ocasião do preparo e da semeadura
7. Dentro do sistema de produção, observar práticas de rotação de culturas
8. Descompactar o solo, quando necessário
9. Implantar as culturas em condições adequadas de umidade e temperatura do solo
10. Dar ênfase ao monitoramento de doenças e pragas
11. Seguir as indicações técnicas provenientes da pesquisa e da extensão
12. Dado o histórico de variabilidade da precipitação pluvial no Estado buscar, como estratégia para minimizar riscos, investir em sistemas de irrigação e armazenamento de água
13. Para culturas de primavera-verão, irrigar sempre que possível. Monitorar as culturas quanto a real necessidade/quantidade de água a ser aplicada
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