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Agronegócio

- Publicada em 25/09/2021 às 16h55min.

Vivenda Scapini aposta na produção de azeite em Viamão

Escala comercial do olival será atingida em 2023

Escala comercial do olival será atingida em 2023


ANDRESSA PUFAL/JC
Jefferson Klein
Um mercado que começa a ganhar força no Brasil e no Rio Grande do Sul, a produção de azeite, encontrou em Viamão um local para se desenvolver. A Vivenda Scapini, situada no distrito de Águas Claras, a cerca de 800 metros do pedágio da RS-040, está investindo nesse segmento em um projeto que começou em 2018 e que literalmente está prestes a render os primeiros frutos.
Um mercado que começa a ganhar força no Brasil e no Rio Grande do Sul, a produção de azeite, encontrou em Viamão um local para se desenvolver. A Vivenda Scapini, situada no distrito de Águas Claras, a cerca de 800 metros do pedágio da RS-040, está investindo nesse segmento em um projeto que começou em 2018 e que literalmente está prestes a render os primeiros frutos.
Atualmente, o empreendimento conta com aproximadamente 220 mil mudas plantadas, espalhadas por cerca de 190 hectares (o que corresponde a um pouco mais do que cinco parques como o da Redenção, em Porto Alegre). “Esse já é, hoje, o maior plantio de oliveiras no Brasil em único lugar”, afirma o proprietário da Vivenda Roger Scapini. A colheita experimental deverá acontecer no próximo ano e a produção em escala comercial iniciará em 2023.
Conforme o empreendedor, a cada sete quilos de azeitonas se consegue em torno de um litro de azeite. Quando todo o olival estiver produzindo, a capacidade será de oito a dez toneladas do fruto por hectare. No momento, o investimento no projeto, com o plantio das oliveiras, é da ordem de R$ 4 milhões, sem somar os recursos aportados na aquisição das terras. Por enquanto, trabalham no pomar 15 pessoas.
Scapini adianta que, futuramente, pretende expandir a área plantada. O objetivo inicial previsto é chegar a 230 hectares, o que permitiria ultrapassar o cultivo de 320 mil plantas. Ele explica que seria possível elevar esse número de forma relevante, porque o método de trabalho aplicado, chamado de superintensivo, prevê o adensamento das oliveiras.
A Vivenda operará com cinco variedades para azeite e duas para o consumo da própria azeitona, sendo que em torno de 90% da produção será voltada para obter o óleo. Scapini informa que é feita apenas uma colheita por ano, que ocorre entre o fim de fevereiro e início de março, dependendo da variedade da azeitona.
O empreendedor enfatiza que há um enorme potencial de mercado para o azeite no Brasil, já que o País importa perto de 99% do seu consumo. Ele pretende vender o seu produto em um empório que funcionará na Vivenda e também em estabelecimentos de terceiros. A marca que será estabelecida para a comercialização ainda está em processo de estudo.
Paralelamente ao negócio do azeite, será desenvolvido na Vivenda Scapini um empreendimento holístico. A proprietária Rosângela Scapini explica que a ideia é atuar com as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) e possibilitar que as pessoas tenham um caminho para melhorar suas condições físicas, emocionais e espirituais. Serão realizadas atividades como acupuntura, reiki, ayurveda, entre outras iniciativas.
Rosângela adianta que haverá um centro de bem-estar e outro do saber, o primeiro atuando com ferramentas como yoga e alimentação e o segundo onde serão aplicados cursos, treinamentos e trabalhado o desenvolvimento das pessoas. “Vamos atuar muito com a vivência, a pessoa vem para se cuidar e entender o que está acontecendo com ela”, comenta. Os atendimentos deverão começar em abril de 2022.
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