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Logística

- Publicada em 18h20min, 31/08/2021. Atualizada em 18h23min, 31/08/2021.

Recuperação da RSC-287 acontecerá em cinco anos

Trecho de 204,5 quilômetros entre Tabaí e Santa Maria foi concedido à iniciativa privada

Trecho de 204,5 quilômetros entre Tabaí e Santa Maria foi concedido à iniciativa privada


FELIPE DALLA VALLE/palácio piratini/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Um dos principais destaques da concessão da rodovia RSC-287, cuja gestão por parte da Concessionária Rota de Santa Maria do grupo espanhol Sacyr começou nesta terça-feira (31), é a previsão da duplicação envolvendo 204,5 quilômetros entre Tabaí e Santa Maria. No entanto, antes dessa obra ser concluída, a empresa prevê medidas emergenciais no ano inicial de atuação e a recuperação completa do trecho em até cinco anos, incluindo ações estruturais no pavimento, pontes, elementos de segurança, entre outras.
Um dos principais destaques da concessão da rodovia RSC-287, cuja gestão por parte da Concessionária Rota de Santa Maria do grupo espanhol Sacyr começou nesta terça-feira (31), é a previsão da duplicação envolvendo 204,5 quilômetros entre Tabaí e Santa Maria. No entanto, antes dessa obra ser concluída, a empresa prevê medidas emergenciais no ano inicial de atuação e a recuperação completa do trecho em até cinco anos, incluindo ações estruturais no pavimento, pontes, elementos de segurança, entre outras.
Nos primeiros dez anos de concessão, a nova administradora deverá investir cerca de R$ 1 bilhão na estrada e chegar a R$ 2,7 bilhões no total dos 30 anos de contrato. O cronograma de duplicação prevê que as travessias urbanas (Tabaí, Santa Cruz do Sul, Candelária, Novo Cabrais, Paraíso do Sul e Santa Maria) sejam ampliadas até o quarto ano. Já para os segmentos fora das cidades, o acordo estabelece duplicar o trecho entre Tabaí e Novo Cabrais (total de 130 quilômetros) até o nono ano de concessão e o restante, até Santa Maria, será condicionado à evolução do tráfego, com prazo máximo até o 21º ano.
A Concessionária Rota de Santa Maria já assumiu duas praças de pedágio existentes na estrada, localizadas em Venâncio Aires e Candelária, que eram de responsabilidade da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR - uma companhia pública criada para gerir as rodovias com pedágio pertencentes ao Estado). Com a transição, o custo do pedágio para os automóveis caiu de R$ 7,00 para R$ 3,70. No entanto, em até 12 meses, a partir da conclusão da fase de trabalhos iniciais da concessionária, a empresa poderá fazer a cobrança de pedágio em três novas praças a serem construídas em Taquari, Paraíso do Sul e Santa Maria, aplicando as mesmas tarifas das outras duas.
O secretário estadual de Parcerias, Leonardo Busatto, considera o momento como histórico para o Rio Grande do Sul, já que havia 20 anos que o Estado não fazia uma concessão de rodovias à iniciativa privada. “Esse investimento vultoso não seria possível apenas com recursos públicos ou através da EGR”, afirma o dirigente. Ele cita que haverá benefícios com a geração de empregos e impostos, mas especialmente com a melhoria logística e a perspectiva de redução de acidentes e mortes.
Já o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), Diego Tomasi, destaca que a RSC-287 é uma das principais rodovias gaúchas, ligando as regiões Metropolitana e Central. “É uma pena que (a obra de melhoria) está acontecendo somente agora, pois é um movimento que poderia ter sido feito há alguns anos, porque essa rodovia está há tempo sobrecarregada”, frisa.
Pela estrada, lembra Tomasi, trafegam produtos industrializados, que são oriundos da Serra gaúcha, Grande Porto Alegre e outros estados, e itens do agronegócio, provenientes da própria região pela qual passa a rodovia. Sobre o custo do pedágio, o integrante do Setcergs argumenta que o cenário ideal seria o governo fazer a administração das estradas com os impostos arrecadados. “Mas, no mundo real, a gente sabe que o Estado não tem capacidade para fazer a gestão dessas grandes rodovias” comenta.
O dirigente acrescenta que o valor do pedágio na RSC-287 não ficou tão elevado, pois não foi exigida outorga (um montante determinado a ser pago ao Estado) nessa concessão, diferentemente de outros projetos que o governo está desenhando. Para o vice-presidente do Setcergs seria importante o governo manter essa ideia de não pedir outorga aos concessionários em futuras iniciativas como essa.

Prefeito de Tabaí defende alterações em projeto original

A duplicação da RSC-287 é uma ação há muito tempo aguardada na região, destaca o prefeito de Tabaí, Arsenio Cardoso. No entanto, ele adianta que será necessário fazer algumas alterações no projeto original da obra, o que já está sendo discutido com a concessionária que agora é responsável pelo empreendimento. Cardoso enfatiza que a estrada praticamente divide a cidade de Tabaí, então, para evitar essa separação, o dirigente propõe a construção de rótulas e passarelas.
Apesar de desejar aperfeiçoamentos no projeto, o prefeito reitera que a duplicação da rodovia é uma iniciativa muito positiva, pois a estrada verifica atualmente diversos acidentes. No caso de Santa Maria, a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ticiana Fontana, argumenta que a duplicação da RSC-287 contribuirá para que a cidade tenha na logística um diferencial competitivo. “Com uma infraestrutura melhor, o município será mais atrativo para a economia local e para os novos empreendimentos”, enfatiza a dirigente.
Ela acrescenta que, além da qualificação do modal rodoviário, o aeroporto santa-mariense está sendo ampliado e o terminal do complexo passará de 540 metros quadrados para 2.285 metros quadrados. O orçamento para realizar a obra é na ordem de R$ 15 milhões. O município já conta com a operação da companhia aérea Azul, fazendo a ligação até Porto Alegre, e no próximo ano também terá a atividade da Gol, que fará voos até São Paulo.
Enquanto ainda não começam as obras de duplicação da rodovia, o início da gestão da Concessionária Rota de Santa Maria na RSC-287 não foi livre de algumas dificuldades operacionais. Em nota, a companhia informou que nas primeiras horas de operação das praças de Venâncio Aires e Candelária ocorreram transtornos devido ao processo de transição do sistema automático de cobrança (TAGs) para o sistema da nova concessionária. Esse processo deve ser feito de maneira gradativa, afetando o tempo de atendimento e sobrecarregando temporariamente as cabines de cobrança. Além disso, a concessionária destaca que o tempo de atendimento das cabines também foi afetado pela estipulação do valor da nova tarifa em R$ 3,70, que em muitos casos leva à necessidade devolução de troco.
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