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Economia

- Publicada em 14 de Julho de 2021 às 09:42

IBC-Br cai 0,43% em maio ante abril, com ajuste, afirma Banco Central

Na comparação com maio de 2020, indicador esteve dentro do intervalo esperado por analistas

Na comparação com maio de 2020, indicador esteve dentro do intervalo esperado por analistas


MARCELLO CASAL JR./ABR/JC
Agência Estado
Em meio à segunda onda da pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica brasileira voltou a recuar. O Banco Central (BC) informou nesta quarta-feira (14) que seu Índice de Atividade (IBC-Br) caiu 0,43% em maio ante abril, na série já livre de influências sazonais. Em abril, o indicador teve elevação de 0,85% (dado revisado).
Em meio à segunda onda da pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica brasileira voltou a recuar. O Banco Central (BC) informou nesta quarta-feira (14) que seu Índice de Atividade (IBC-Br) caiu 0,43% em maio ante abril, na série já livre de influências sazonais. Em abril, o indicador teve elevação de 0,85% (dado revisado).
Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, percebidos em fevereiro do ano passado, se intensificaram em todo o mundo a partir de março. Para conter o número de mortos, o Brasil adotou o isolamento social em boa parte do território, o que impactou a atividade econômica. Os efeitos negativos foram percebidos principalmente em março e abril de 2020. Após este período, o IBC-Br passou a reagir, até que a segunda onda provocasse, no início de 2021, novos fechamentos de empresas. Em março, a atividade econômica recuou, mas em abril ela voltou a avançar. Agora, em maio, houve nova retração.
De abril para maio de 2021, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 139,71 pontos para 139,11 pontos na série dessazonalizada. A baixa do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam resultado entre -0,80% e +1,65%. No entanto, o resultado ficou abaixo da mediana projetada de +1,05%.
Na comparação entre os meses de maio de 2021 e maio de 2020, houve alta de 14,21% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 136,80 pontos em maio.
O indicador de maio de 2021 ante o mesmo mês de 2020 mostrou desempenho dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam resultado entre +10,70% e +17,30% (mediana em +15,80%).
Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2021 é de alta de 4,6%. No Relatório de Mercado Focus divulgado pelo BC na última segunda-feira, dia 12, a projeção é de alta de 5,26% para o PIB em 2021. O Focus reúne as estimativas dos economistas do mercado financeiro.
Acumulado até maio
O IBC-Br acumulou alta de 6,60% no ano até maio, informou o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,07% nos 12 meses encerrados em maio.
O BC informou ainda que o IBC-Br registrou queda de 0,30% no acumulado do trimestre até maio de 2021 na comparação com os três meses anteriores, pela série ajustada sazonalmente. O indicador subiu 11,66% no acumulado do trimestre até maio de 2021 ante o mesmo período do ano passado, na série sem ajuste.
Revisões
O Banco Central revisou os dados do IBC-Br na margem, na série com ajuste. O IBC-Br de abril foi de +0,44% para +0,85%, enquanto o índice de março passou de -1,61% para -2,01%.
No caso de fevereiro, o índice foi de +1,65% para +1,64%. O dado de janeiro passou de +0,61% para +0,67% e o de dezembro foi de +0,52% para +0,47%. Em relação a novembro, o BC alterou o indicador de +0,61% para +0,60%. No caso de outubro, foi de +0,94% para +0,92%.
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