Porto Alegre, quinta-feira, 17 de junho de 2021.
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Conjuntura

- Publicada em 20h20min, 17/06/2021.

Caixa-preta do BNDES nunca existiu, diz Bolsonaro

Termo era usado em acusações de irregularidades nos contratos do banco

Termo era usado em acusações de irregularidades nos contratos do banco


MIGUEL ÂNGELO/CNI/DIVULGAÇÃO/JC
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (17) que não existiu uma "caixa-preta no BNDES" (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) - termo usado para acusações de irregularidades na instituição durante os governos do PT.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (17) que não existiu uma "caixa-preta no BNDES" (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) - termo usado para acusações de irregularidades na instituição durante os governos do PT.
"Não é caixa-preta aquela lá, tudo foi aprovado por alteração de Medidas Provisórias. Não foi caixa-preta na verdade, tá aberto aquilo lá. Eu também pensava que era caixa-preta. Está aberto no site do BNDES, os empréstimos todos para os outros países aí", disse Bolsonaro, ao ser questionado na saída do Palácio da Alvorada por um apoiador.
"Eu até falei outro dia, alguns me criticam que eu estou concluindo obras do PT. Agora, o PT não deixou obras inconclusas fora do Brasil", acrescentou.
A "abertura da caixa-preta" do BNDES era uma das principais promessas do então candidato Bolsonaro na área de economia durante a eleição. O político costuma apontar problemas em empréstimos do banco para países como Cuba e Venezuela. O presidente havia prometido, inclusive, "abrir a caixa-preta" do BNDES na primeira semana de governo.
"Firmo o compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que este é um anseio de todos", escreveu Bolsonaro no Twitter, em novembro de 2018.
O BNDES chegou a gastar R$ 48 milhões em relatório de investigação externa referente a operações entre o banco e as empresas JBS, Bertin e Eldorado, entre os anos de 2005 a 2018. A auditoria não encontrou indícios de corrupção em oito operações investigadas.
O banco divulgou em dezembro de 2019 que o relatório indicou que não foram encontradas evidências diretas de corrupção, influência indevida sobre a instituição ou pressão por tratamento diferenciado na negociação, aprovação e/ou execução das oito operações investigadas.
Na ocasião, o BNDES divulgou que entregou a íntegra da auditoria, que não é pública, para a Procuradoria-Geral da República. O resumo do relatório foi disponibilizado no site do banco e tem oito páginas.
Quando assumiu o banco, o atual presidente do BNDES, Gustavo Montezano, prometeu "explicar a caixa-preta do BNDES para a população brasileira". Ele entrou no lugar de Joaquim Levy, que pediu demissão no mês anterior, após não conseguir abrir a tal caixa-preta da instituição.
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