Gramado é a primeira cidade brasileira a receber Indicação Geográfica (IG), da espécie Indicação de Procedência (IP), para o chocolate artesanal. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou a concessão à cidade da serra gaúcha nesta terça-feira (15), na Revista da Propriedade Industrial (RPI).
A IG indica a origem geográfica de um produto ou serviço, conferida a produtores e prestadores de serviços estabelecidos em um respectivo território. Já a IP, uma das espécies de IG, se refere ao nome de um país, cidade ou região que se consolida como centro de extração, produção ou fabricação de um produto ou serviço.
Na IP, foram inclusas as barras, as ramas, os bombons, as trufas e as drágeas feitas de chocolate ao leite, chocolate branco, chocolate meio amargo e chocolate amargo. Todos os produtos são feitos com massa de cacau produzida inteiramente em Gramado - cujo processo é influenciado pelo conhecimento tradicional dos produtores locais e as características climáticas da cidade.
Segundo o governo federal, a IG foi solicitada pela Associação da Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado em 2018. Com a concessão, o total de registros no Brasil chega a 92: 66 IPs nacionais e 26 denominações de origem (DO), sendo 17 nacionais e nove estrangeiras.
O chocolate artesanal de Gramado
Segundo a documentação apresentada ao INPI, a produção de chocolate em Gramado começou em 1975 com a inauguração da primeira fábrica de chocolate caseiro. A reputação do município como tradicional produtor de chocolate se consolidou com o festival anual "Chocofest", que já entrou três vezes para o Guiness World Records (2007, 2009 e 2014) com a produção dos maiores coelhos de chocolate do mundo.